O Banco Santander Brasil apurou lucro líquido de R$ 1,763 bilhão nos três meses terminados em março, duas vezes mais do que o ganho apurado um ano antes, de R$ 832 milhões.
"Com esse resultado gigantesco, cujos principais responsáveis foram os trabalhadores do banco, esperamos avanços na primeira reunião de 2010 do Comitê de Relações Trabalhistas do Santander, que ocorre na tarde desta quinta-feira, em São Paulo", destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Queremos manutenção dos empregos no processo de fusão e melhores condições de trabalho, dentre outras demandas", aponta.
Alguns números do balanço
Segundo o jornal Valor Econômico, as despesas de provisão para crédito de liquidação duvidosa ficaram em R$ 2,403 bilhões no trimestre, acima dos R$ 2,360 bilhões registrados no ano anterior.
A carteira de crédito total estava em R$ 139,910 bilhões ao fim do trimestre, ou 2% maior do que os R$ 137,117 bilhões verificados em igual intervalo de 2009. No padrão BR GAAP, a carteira de crédito, sem avais e fianças, somava R$ 144,124 bilhões.
O índice de inadimplência, pelo critério IFRS, correspondeu a 7% entre janeiro e março, acima dos 6% marcados um ano atrás. Pelo padrão BR GAAP, o índice de inadimplência acima de 90 dias foi de 5% para 5,4%.
Ao fim de março, os ativos totais do Santander Brasil somavam R$ 316,049 bilhões, crescimento de 9,1% no comparativo aos R$ 289,699 bilhões do trimestre inicial de 2009.
Lucro global sobe 5,7% no primeiro trimestre
Maior banco da zona do euro, Santander apurou ganhos mundiais no primeiro trimestre melhores do que o esperado, com forte crescimento no Brasil e na Inglaterra, minimizando um fraco desempenho do mercado imobiliário.
O lucro líquido subiu 5,7%, para 2,21 bilhões de euros (US$ 2,95 bilhões), acima da previsão da Reuters com analistas de 2,10 bilhões de euros.
"O Santander está demonstrando os benefícios de ser um banco diversificado, tanto em termos de geografias, quanto de linhas de negócios", afirmou o presidente-executivo da instituição, Emilio Botin.
Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Lucro do Mercantil do Brasil sobe para R$ 113,5 milhões no 1º trimestre
O Mercantil do Brasil obteve lucro líquido de R$ 113,587 milhões no primeiro trimestre do ano, bem acima dos ganhos de R$ 5,656 milhões registrados em igual período de 2009.
A carteira de ativos da instituição financeira subiu 10%, para R$ 8,6 bilhões, sendo que o saldo de crédito atingiu R$ 4,543 bilhões, um aumento de 8%.
Na esteira desses resultados, o banco mineiro revisou de 18% para 34% a projeção ao crescimento nas operações de crédito neste ano.
O banco também atribui o avanço no lucro ao ganho extraordinário decorrente da ação judicial sobre o recolhimento indevido de Cofins nos últimos anos, que rendeu ao banco o reconhecimento de crédito de R$ 180 milhões.
A instituição financeira também informa que a conquista de cinco lotes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na concorrência pública de agosto de 2009 já garantiu um crescimento de 7% na base de correntistas nos primeiros meses deste ano.
Fonte: Valor Econômico
A carteira de ativos da instituição financeira subiu 10%, para R$ 8,6 bilhões, sendo que o saldo de crédito atingiu R$ 4,543 bilhões, um aumento de 8%.
Na esteira desses resultados, o banco mineiro revisou de 18% para 34% a projeção ao crescimento nas operações de crédito neste ano.
O banco também atribui o avanço no lucro ao ganho extraordinário decorrente da ação judicial sobre o recolhimento indevido de Cofins nos últimos anos, que rendeu ao banco o reconhecimento de crédito de R$ 180 milhões.
A instituição financeira também informa que a conquista de cinco lotes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na concorrência pública de agosto de 2009 já garantiu um crescimento de 7% na base de correntistas nos primeiros meses deste ano.
Fonte: Valor Econômico
Chapa 1 - Movimento pela Funcef vence eleições com apoio da Contraf-CUT
A Chapa 1 - Movimento pela Funcef venceu as eleições para representar os participantes no fundo de pensão dos bancários da Caixa Econômica Federal. O resultado foi divulgado no início da noite desta quinta-feira, 6, logo após o encerramento da votação. A Chapa 1 teve o apoio da Contraf-CUT e da maior parte do movimento sindical e associativo dos empregados da ativa e aposentados da Caixa.
A chapa vencedora recebeu 45% dos votos dos participantes, enquanto a segunda colocada recebeu 30%. Os novos diretores e conselheiros deliberativos e fiscais tomam posse no dia 1º de junho.
Veja o resultado da apuração:
Chapa 1 - Movimento pela Funcef: 45% (21.218 votos)
Chapa 2 - 9% (4.560 votos)
Chapa 3 - 30% (14.196 votos)
Chapa 4 - 12% (5.831 votos)
Brancos e Nulos - 9% (1.255 votos)
"A votação que obtivemos nos deixa felizes e nos dá a grande responsabilidade de trabalhar para cumprir o nosso programa, que é a melhor forma de valorizar o processo eleitoral", afirma José Carlos Alonso, diretor executivo eleito da Funcef e diretor da Contraf-CUT.
Ele relata que, durante a campanha, conversando com os participantes, foi possível perceber que "ainda estamos um pouco distantes da Funcef que desejamos". Para Alonso, "o fundo ainda não consegue garantir a transparência que gostaríamos e nem responder às demandas dos participantes com a agilidade necessária. Precisamos conseguir bons resultados para melhorar os benefícios dos participantes e aumentar a transparência da gestão. Isso quer dizer que teremos muito trabalho pela frente", destaca o dirigente eleito da Funcef.
Veja a composição da chapa eleita:
Diretoria Executiva - José Carlos Alonso (SP), Antônio Bráulio de Carvalho (MG) e Renata Marotta (aposentada, SP).
Conselho Deliberativo - Titulares: José Miguel Correia (PE) e Olívio Gomes Vieira (aposentado, RJ). Suplentes: Gilmar Cabral Aguirre (RS) e Manuel Alfredo Filho (aposentado, BA).
Conselho Fiscal - Titular: Carlos Alberto de Oliveira Leite (RN). Suplente: José Francisco Zimmermann (SC).
Fonte: Contraf-CUT
A chapa vencedora recebeu 45% dos votos dos participantes, enquanto a segunda colocada recebeu 30%. Os novos diretores e conselheiros deliberativos e fiscais tomam posse no dia 1º de junho.
Veja o resultado da apuração:
Chapa 1 - Movimento pela Funcef: 45% (21.218 votos)
Chapa 2 - 9% (4.560 votos)
Chapa 3 - 30% (14.196 votos)
Chapa 4 - 12% (5.831 votos)
Brancos e Nulos - 9% (1.255 votos)
"A votação que obtivemos nos deixa felizes e nos dá a grande responsabilidade de trabalhar para cumprir o nosso programa, que é a melhor forma de valorizar o processo eleitoral", afirma José Carlos Alonso, diretor executivo eleito da Funcef e diretor da Contraf-CUT.
Ele relata que, durante a campanha, conversando com os participantes, foi possível perceber que "ainda estamos um pouco distantes da Funcef que desejamos". Para Alonso, "o fundo ainda não consegue garantir a transparência que gostaríamos e nem responder às demandas dos participantes com a agilidade necessária. Precisamos conseguir bons resultados para melhorar os benefícios dos participantes e aumentar a transparência da gestão. Isso quer dizer que teremos muito trabalho pela frente", destaca o dirigente eleito da Funcef.
Veja a composição da chapa eleita:
Diretoria Executiva - José Carlos Alonso (SP), Antônio Bráulio de Carvalho (MG) e Renata Marotta (aposentada, SP).
Conselho Deliberativo - Titulares: José Miguel Correia (PE) e Olívio Gomes Vieira (aposentado, RJ). Suplentes: Gilmar Cabral Aguirre (RS) e Manuel Alfredo Filho (aposentado, BA).
Conselho Fiscal - Titular: Carlos Alberto de Oliveira Leite (RN). Suplente: José Francisco Zimmermann (SC).
Fonte: Contraf-CUT
Comando Nacional se reúne no dia 20 para organizar Campanha Salarial 2010
Na qualidade de representante dos bancários do Brasil, a Contraf-CUT convocou nesta quarta-feira, dia 6, reunião do Comando Nacional dos Bancários para o próximo dia 20, às 10h, na sede da entidade, em São Paulo, para organizar a Campanha Nacional dos Bancários de 2010. Trata-se da maior mobilização da categoria em todo país, que buscará a renovação da convenção coletiva de trabalho com avanços e conquistas para funcionários de bancos públicos e privados.
O objetivo principal da reunião é preparar a 12ª Conferência Nacional dos Bancários, que irá definir a estratégia, a minuta de reivindicações e o calendário de mobilização da campanha deste ano.
"Os balanços do Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil do primeiro trimestre, divulgados nos últimos dias, apresentam lucros bilionários, batendo inclusive novos recordes, o que mostra que os bancos têm plenas condições de melhorar a remuneração e garantir respeito, saúde, segurança e dignidade no trabalho, dentre outras demandas", aponta o secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros.
Estão sendo chamados pela Contraf-CUT a participar da reunião todos os sindicatos e federações que integraram o Comando Nacional no ano passado, bem como os Sindicatos dos Bancários do Maranhão e do Rio Grande do Norte. "Queremos construir a unidade nacional dos bancários para enfrentar os banqueiros, com mobilização e luta, para realizar uma nova campanha vitoriosa", conclui o dirigente sindical.
Fonte: Contraf-CUT
O objetivo principal da reunião é preparar a 12ª Conferência Nacional dos Bancários, que irá definir a estratégia, a minuta de reivindicações e o calendário de mobilização da campanha deste ano.
"Os balanços do Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil do primeiro trimestre, divulgados nos últimos dias, apresentam lucros bilionários, batendo inclusive novos recordes, o que mostra que os bancos têm plenas condições de melhorar a remuneração e garantir respeito, saúde, segurança e dignidade no trabalho, dentre outras demandas", aponta o secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros.
Estão sendo chamados pela Contraf-CUT a participar da reunião todos os sindicatos e federações que integraram o Comando Nacional no ano passado, bem como os Sindicatos dos Bancários do Maranhão e do Rio Grande do Norte. "Queremos construir a unidade nacional dos bancários para enfrentar os banqueiros, com mobilização e luta, para realizar uma nova campanha vitoriosa", conclui o dirigente sindical.
Fonte: Contraf-CUT
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Lucro do Itaú Unibanco reforça reivindicação dos bancários por PCR melhor
O Itaú Unibanco alcançou lucro líquido de R$ 3,23 bilhões no primeiro trimestre de 2010. O dado, presente no balanço trimestral divulgado pela empresa nesta terça-feira, 4, representa um crescimento de cerca de 60% em relação ao mesmo período de 2009.
O resultado foi o maior divulgado até o momento pelos bancos brasileiros. O Bradesco fica em segundo lugar, com lucro líquido de R$ 2,1 bilhões e crescimento de 22% em relação a 2009. O Santander atingiu R$ 1,763 bilhão de lucro líquido, mas teve o maior crescimento entre os três, conseguindo lucro mais de duas vezes maior que no ano passado.
"Esse resultado fortalece as reivindicações dos bancários do Itaú Unibanco por PLR cheia para todos e PCR maior. Os funcionários são os principais responsáveis por esse lucro elevadíssimo e merecem serem valorizados por isso", defende Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do banco.
Os bancários voltam a se reunir com o Itaú Unibanco nesta quarta-feira, 5, para dar continuidade às negociações sobre o Programa Complementar de Remuneração (PCR). No último encontro, ocorrido na sexta-feira, 30 de abril, o banco ofereceu aos funcionários R$ 1.600 de PCR, somente R$ 100 a mais que os R$ 1.500 pagos no ano passado. Os trabalhadores rejeitaram a proposta.
Número de funcionários é menor que no primeiro trimestre de 2009
Chama a atenção também no balanço divulgado pelo Itaú Unibanco a queda no número de funcionários e no gasto com pessoal. O quadro da holding alcançou 103.835 funcionários, uma queda de 2.375 empregos ou 2% em relação aos 106.210 trabalhadores do mesmo período de 2009. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, houve uma pequena recuperação de 2.195 postos de trabalho, na medida em que a empresa possuía 101.640 empregados. Mesmo assim, o banco não retornou ao mesmo nível de emprego dos primeiros três meses do ano passado.
Já as despesas com pessoal apresentaram queda 3,4% na comparação com o mesmo período de 2009, totalizando R$ 2,88 bilhões.
"O banco aumentou seus ativos e operações de crédito, mas reduziu a folha de pagamento e tem menos funcionários do que tinha no mesmo período do ano passado, aumentando ainda mais a sobrecarga de trabalho. Com todo esse ganho, os bancários não podem sair perdendo. Exigimos valorização e melhor remuneração", afirma Jair Alves, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco.
Veja algumas observações da subseção do Dieese da Contraf-CUT:
1. O lucro líquido no primeiro trimestre de 2010 foi de R$ 3,23 bilhões, com um crescimento de cerca de 60% em relação ao mesmo período de 2009, e uma rentabilidade anualizada 25% sobre o patrimônio líquido médio (em 2009 essa rentabilidade foi de 18,5%). O lucro líquido recorrente foi de R$ 3,16 bilhões, com um crescimento de 23,6% na comparação com o 1º trimestre de 2009, e com uma rentabilidade anualizada de 24,4%.
2. Os ativos totalizaram R$ 634,6 bilhões (crescimento de 1,6%). A carteira de crédito totalizou R$ 284,7 bilhões, com um crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2009. Porém, a carteira de crédito para empresas reduziu 0,8%, passando de R$ 154,6 bilhões para R$ 153,3 bilhões. Esse resultado da carteira de crédito é fortemente influenciado pelas grandes empresas, que tiveram sua carteira reduzida em 13,6%, já as micro, pequenas e médias tiveram um acréscimo de 24,7%. Em relação aos créditos direcionados, o crédito rural manteve-se praticamente estável e o crédito imobiliário apresentou crescimento de 41,7%, passando de R$ 6,6 bilhões para R$ 9,3 bilhões.
3. O quadro de pessoal da holding alcançou 103.835 funcionários, uma queda de 2% em relação ao mesmo período de 2009, porém na comparação com o final de 2009 há um acréscimo de 2% no quadro. Já as despesas com pessoal apresentaram queda 3,4% na comparação com o mesmo período de 2009, totalizando R$ 2,88 bilhões.
4. O resultado da provisão para devedores duvidosos (PDD) totalizou R$ 3,02 bilhões no primeiro trimestre de 2010, o que representa uma redução 6,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 12,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O resultado foi fortemente impactado pela Receita de Recuperação de Créditos, que cresceu 112% na comparação com o primeiro trimestre de 2009, totalizando R$ 846 milhões.
5. As Receitas de Intermediação Financeira totalizaram R$ 18,37 bilhões no primeiro trimestre de 2010, montante 12,2% inferior ao R$ 20,92 bilhões no mesmo período de 2009. O destaque fica para o resultado de operações com títulos, valores mobiliários e derivativos, que caiu 35%. As Despesas com Intermediação Financeira reduziram 20,3%, passando de R$ 10,3 bilhões em 2009 para R$ 8,2 bilhões em 2010. Somando-se esse resultado ao do PDD já visto anteriormente, o Resultado Bruto da Intermediação Financeira fechou o trimestre praticamente estável, passando de R$ 7,11 bilhões para R$ 7,08 bilhões em 2010.
6. As Outras Receitas (Despesas) Operacionais apresentaram queda de 37,3%, passando de - R$ 3,98 bilhões para - R$ 2,49 bilhões. Os destaques desta conta são as Receitas de Prestação de Serviços, que passaram de R$ 2,88 bilhões para R$ 3,37 bilhões em 2010, um acréscimo de 17%. Dessa forma, o Resultado Operacional do Itaú Unibanco cresceu 46,6%, saindo de R$ 3,13 bilhões para R$ 4,59 bilhões.
Fonte: Contraf-CUT
O resultado foi o maior divulgado até o momento pelos bancos brasileiros. O Bradesco fica em segundo lugar, com lucro líquido de R$ 2,1 bilhões e crescimento de 22% em relação a 2009. O Santander atingiu R$ 1,763 bilhão de lucro líquido, mas teve o maior crescimento entre os três, conseguindo lucro mais de duas vezes maior que no ano passado.
"Esse resultado fortalece as reivindicações dos bancários do Itaú Unibanco por PLR cheia para todos e PCR maior. Os funcionários são os principais responsáveis por esse lucro elevadíssimo e merecem serem valorizados por isso", defende Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do banco.
Os bancários voltam a se reunir com o Itaú Unibanco nesta quarta-feira, 5, para dar continuidade às negociações sobre o Programa Complementar de Remuneração (PCR). No último encontro, ocorrido na sexta-feira, 30 de abril, o banco ofereceu aos funcionários R$ 1.600 de PCR, somente R$ 100 a mais que os R$ 1.500 pagos no ano passado. Os trabalhadores rejeitaram a proposta.
Número de funcionários é menor que no primeiro trimestre de 2009
Chama a atenção também no balanço divulgado pelo Itaú Unibanco a queda no número de funcionários e no gasto com pessoal. O quadro da holding alcançou 103.835 funcionários, uma queda de 2.375 empregos ou 2% em relação aos 106.210 trabalhadores do mesmo período de 2009. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, houve uma pequena recuperação de 2.195 postos de trabalho, na medida em que a empresa possuía 101.640 empregados. Mesmo assim, o banco não retornou ao mesmo nível de emprego dos primeiros três meses do ano passado.
Já as despesas com pessoal apresentaram queda 3,4% na comparação com o mesmo período de 2009, totalizando R$ 2,88 bilhões.
"O banco aumentou seus ativos e operações de crédito, mas reduziu a folha de pagamento e tem menos funcionários do que tinha no mesmo período do ano passado, aumentando ainda mais a sobrecarga de trabalho. Com todo esse ganho, os bancários não podem sair perdendo. Exigimos valorização e melhor remuneração", afirma Jair Alves, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco.
Veja algumas observações da subseção do Dieese da Contraf-CUT:
1. O lucro líquido no primeiro trimestre de 2010 foi de R$ 3,23 bilhões, com um crescimento de cerca de 60% em relação ao mesmo período de 2009, e uma rentabilidade anualizada 25% sobre o patrimônio líquido médio (em 2009 essa rentabilidade foi de 18,5%). O lucro líquido recorrente foi de R$ 3,16 bilhões, com um crescimento de 23,6% na comparação com o 1º trimestre de 2009, e com uma rentabilidade anualizada de 24,4%.
2. Os ativos totalizaram R$ 634,6 bilhões (crescimento de 1,6%). A carteira de crédito totalizou R$ 284,7 bilhões, com um crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2009. Porém, a carteira de crédito para empresas reduziu 0,8%, passando de R$ 154,6 bilhões para R$ 153,3 bilhões. Esse resultado da carteira de crédito é fortemente influenciado pelas grandes empresas, que tiveram sua carteira reduzida em 13,6%, já as micro, pequenas e médias tiveram um acréscimo de 24,7%. Em relação aos créditos direcionados, o crédito rural manteve-se praticamente estável e o crédito imobiliário apresentou crescimento de 41,7%, passando de R$ 6,6 bilhões para R$ 9,3 bilhões.
3. O quadro de pessoal da holding alcançou 103.835 funcionários, uma queda de 2% em relação ao mesmo período de 2009, porém na comparação com o final de 2009 há um acréscimo de 2% no quadro. Já as despesas com pessoal apresentaram queda 3,4% na comparação com o mesmo período de 2009, totalizando R$ 2,88 bilhões.
4. O resultado da provisão para devedores duvidosos (PDD) totalizou R$ 3,02 bilhões no primeiro trimestre de 2010, o que representa uma redução 6,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 12,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O resultado foi fortemente impactado pela Receita de Recuperação de Créditos, que cresceu 112% na comparação com o primeiro trimestre de 2009, totalizando R$ 846 milhões.
5. As Receitas de Intermediação Financeira totalizaram R$ 18,37 bilhões no primeiro trimestre de 2010, montante 12,2% inferior ao R$ 20,92 bilhões no mesmo período de 2009. O destaque fica para o resultado de operações com títulos, valores mobiliários e derivativos, que caiu 35%. As Despesas com Intermediação Financeira reduziram 20,3%, passando de R$ 10,3 bilhões em 2009 para R$ 8,2 bilhões em 2010. Somando-se esse resultado ao do PDD já visto anteriormente, o Resultado Bruto da Intermediação Financeira fechou o trimestre praticamente estável, passando de R$ 7,11 bilhões para R$ 7,08 bilhões em 2010.
6. As Outras Receitas (Despesas) Operacionais apresentaram queda de 37,3%, passando de - R$ 3,98 bilhões para - R$ 2,49 bilhões. Os destaques desta conta são as Receitas de Prestação de Serviços, que passaram de R$ 2,88 bilhões para R$ 3,37 bilhões em 2010, um acréscimo de 17%. Dessa forma, o Resultado Operacional do Itaú Unibanco cresceu 46,6%, saindo de R$ 3,13 bilhões para R$ 4,59 bilhões.
Fonte: Contraf-CUT
Prevenção do assédio moral e fim das metas abusivas em debate com Fenaban
A Contraf-CUT participou nessa quarta-feira, 5, de nova reunião da mesa temática de Saúde do Trabalhador com a Fenaban, em São Paulo. O foco da discussão foi o Programa de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, que visa a prevenção do assédio moral e de outras formas de violência nos bancos. O debate sobre o tema começou na campanha salarial de 2009, mas divergências entre as partes impediram a assinatura de um acordo.
Na reunião desta quarta, foram debatidos alguns destes pontos divergentes. O primeiro deles foi o item do programa que prevê a realização de cursos e outros eventos com bancários e gestores com foco no assédio moral. Os trabalhadores cobraram do banco a inclusão de alguma forma de participação do movimento sindical em relação ao conteúdo dessas atividades, o que não está previsto na proposta. Os representantes da Fenaban se comprometeram a consultar os bancos sobre o tema.
Outra questão tratada foi o item proposto pelos bancos que prevê que os sindicatos não encaminharão às empresas denúncias anônimas de assédio moral. Os representantes dos bancários deixaram claro que não irão passar aos bancos o nome dos denunciantes, a menos que estes peçam expressamente que isso seja feito. "A maioria dos denunciantes tem medo de sofrer represálias. Temos que respeitar essa situação e protegê-los", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT. Os bancos compreenderam a situação e ficaram de dar um retorno sobre o tema.O maior impasse ocorreu na discussão sobre a cláusula que impede a divulgação por banco ou sindicato do nome dos denunciados por praticar assédio moral. "Não é intenção do movimento sindical divulgar o nome de ninguém, mas queremos ter a liberdade de, como recurso extremo, fazer uma denúncia pública do assediador, quando um sindicato julgar pertinente e sob responsabilidade da entidade", defende Plínio. "Os bancos preferem manter a proibição da divulgação e chegamos a um impasse. Mas as duas partes entendem que o melhor é buscar uma alternativa que contemple a todos", diz o dirigente.
Metas e organização do trabalho
Os negociadores da Fenaban trouxeram reposta negativa para as reivindicações dos trabalhadores a respeito do fim das metas abusivas. Os representantes dos bancos alegam que, se o problema das metas é que elas propiciam o surgimento de casos de assédio moral, o programa de prevenção de conflitos em debate seria o bastante para resolver o problema.
Os bancários discordam. "Mesmo com o caráter prevencionista que o programa de combate ao assédio moral possui, ele não vai à raiz do problema, que é a forma como o trabalho está organizado. É essa organização que favorece o adoecimento dos bancários e o surgimento de casos de assédio", afirma Plínio Pavão.
Uma nova reunião da mesa temática será agendada para a segunda quinzena de junho, em data ainda a ser definida.
Fonte: Contraf-CUT
Na reunião desta quarta, foram debatidos alguns destes pontos divergentes. O primeiro deles foi o item do programa que prevê a realização de cursos e outros eventos com bancários e gestores com foco no assédio moral. Os trabalhadores cobraram do banco a inclusão de alguma forma de participação do movimento sindical em relação ao conteúdo dessas atividades, o que não está previsto na proposta. Os representantes da Fenaban se comprometeram a consultar os bancos sobre o tema.
Outra questão tratada foi o item proposto pelos bancos que prevê que os sindicatos não encaminharão às empresas denúncias anônimas de assédio moral. Os representantes dos bancários deixaram claro que não irão passar aos bancos o nome dos denunciantes, a menos que estes peçam expressamente que isso seja feito. "A maioria dos denunciantes tem medo de sofrer represálias. Temos que respeitar essa situação e protegê-los", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT. Os bancos compreenderam a situação e ficaram de dar um retorno sobre o tema.O maior impasse ocorreu na discussão sobre a cláusula que impede a divulgação por banco ou sindicato do nome dos denunciados por praticar assédio moral. "Não é intenção do movimento sindical divulgar o nome de ninguém, mas queremos ter a liberdade de, como recurso extremo, fazer uma denúncia pública do assediador, quando um sindicato julgar pertinente e sob responsabilidade da entidade", defende Plínio. "Os bancos preferem manter a proibição da divulgação e chegamos a um impasse. Mas as duas partes entendem que o melhor é buscar uma alternativa que contemple a todos", diz o dirigente.
Metas e organização do trabalho
Os negociadores da Fenaban trouxeram reposta negativa para as reivindicações dos trabalhadores a respeito do fim das metas abusivas. Os representantes dos bancos alegam que, se o problema das metas é que elas propiciam o surgimento de casos de assédio moral, o programa de prevenção de conflitos em debate seria o bastante para resolver o problema.
Os bancários discordam. "Mesmo com o caráter prevencionista que o programa de combate ao assédio moral possui, ele não vai à raiz do problema, que é a forma como o trabalho está organizado. É essa organização que favorece o adoecimento dos bancários e o surgimento de casos de assédio", afirma Plínio Pavão.
Uma nova reunião da mesa temática será agendada para a segunda quinzena de junho, em data ainda a ser definida.
Fonte: Contraf-CUT
Apesar do lucro de R$ 3,23 bilhões, Itaú Unibanco não quer aumentar PCR
Apesar do lucro de R$ 3,23 bilhões, Itaú Unibanco não quer aumentar PCR
A postura do Itaú Unibanco na negociação desta quarta-feira, 5, que deu continuidade às negociações com a Contraf-CUT a respeito do Programa de Complementação dos Resultados (PCR), desagradou e muito aos trabalhadores. Além de não aumentar o valor de R$ 1.600 oferecido na última reunião e rejeitado pelas entidades sindicais, o banco acenou com restrições que piorariam a situação dos bancários.
A empresa propôs reduzir a quantidade de bancários que receberiam o PCR. Além disso, sugeriu o desconto do valor do PCR do Agir, outro programa próprio de remuneração variável do banco. A representação dos bancários rejeitou as propostas.
"Estamos lutando por um aumento no valor do PCR para todos, o que o banco tem todas as condições de oferecer. O lucro recorde alcançado pelo banco no primeiro trimestre de R$ 3,23 bilhões (saiba mais aqui) é prova clara de que os bancários merecem essa valorização", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"O que o banco está apresentando é muito ruim. Já existe um clima de grande insatisfação entre os bancários, o que levou a uma participação muito expressiva dos funcionários do Itaú Unibanco na campanha salarial do ano passado. Esse descontentamento piorou ainda mais com o processo de fusão. Uma proposta de PCR como essa vai agravar ainda mais a situação de descaso com os trabalhadores", sustenta.
Trabalhadores e empresa definiram prazo até esta sexta-feira, 7, para retomar as negociações e resolver a questão. "Esperamos que o banco traga uma proposta que contemple e valorize todos os trabalhadores, principais responsáveis pelos lucros bilionários da instituição", diz Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT Apesar do lucro de R$ 3,23 bilhões, Itaú Unibanco não quer aumentar PCR
A postura do Itaú Unibanco na negociação desta quarta-feira, 5, que deu continuidade às negociações com a Contraf-CUT a respeito do Programa de Complementação dos Resultados (PCR), desagradou e muito aos trabalhadores. Além de não aumentar o valor de R$ 1.600 oferecido na última reunião e rejeitado pelas entidades sindicais, o banco acenou com restrições que piorariam a situação dos bancários.
A empresa propôs reduzir a quantidade de bancários que receberiam o PCR. Além disso, sugeriu o desconto do valor do PCR do Agir, outro programa próprio de remuneração variável do banco. A representação dos bancários rejeitou as propostas.
"Estamos lutando por um aumento no valor do PCR para todos, o que o banco tem todas as condições de oferecer. O lucro recorde alcançado pelo banco no primeiro trimestre de R$ 3,23 bilhões (saiba mais aqui) é prova clara de que os bancários merecem essa valorização", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"O que o banco está apresentando é muito ruim. Já existe um clima de grande insatisfação entre os bancários, o que levou a uma participação muito expressiva dos funcionários do Itaú Unibanco na campanha salarial do ano passado. Esse descontentamento piorou ainda mais com o processo de fusão. Uma proposta de PCR como essa vai agravar ainda mais a situação de descaso com os trabalhadores", sustenta.
Trabalhadores e empresa definiram prazo até esta sexta-feira, 7, para retomar as negociações e resolver a questão. "Esperamos que o banco traga uma proposta que contemple e valorize todos os trabalhadores, principais responsáveis pelos lucros bilionários da instituição", diz Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT
A postura do Itaú Unibanco na negociação desta quarta-feira, 5, que deu continuidade às negociações com a Contraf-CUT a respeito do Programa de Complementação dos Resultados (PCR), desagradou e muito aos trabalhadores. Além de não aumentar o valor de R$ 1.600 oferecido na última reunião e rejeitado pelas entidades sindicais, o banco acenou com restrições que piorariam a situação dos bancários.
A empresa propôs reduzir a quantidade de bancários que receberiam o PCR. Além disso, sugeriu o desconto do valor do PCR do Agir, outro programa próprio de remuneração variável do banco. A representação dos bancários rejeitou as propostas.
"Estamos lutando por um aumento no valor do PCR para todos, o que o banco tem todas as condições de oferecer. O lucro recorde alcançado pelo banco no primeiro trimestre de R$ 3,23 bilhões (saiba mais aqui) é prova clara de que os bancários merecem essa valorização", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"O que o banco está apresentando é muito ruim. Já existe um clima de grande insatisfação entre os bancários, o que levou a uma participação muito expressiva dos funcionários do Itaú Unibanco na campanha salarial do ano passado. Esse descontentamento piorou ainda mais com o processo de fusão. Uma proposta de PCR como essa vai agravar ainda mais a situação de descaso com os trabalhadores", sustenta.
Trabalhadores e empresa definiram prazo até esta sexta-feira, 7, para retomar as negociações e resolver a questão. "Esperamos que o banco traga uma proposta que contemple e valorize todos os trabalhadores, principais responsáveis pelos lucros bilionários da instituição", diz Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT Apesar do lucro de R$ 3,23 bilhões, Itaú Unibanco não quer aumentar PCR
A postura do Itaú Unibanco na negociação desta quarta-feira, 5, que deu continuidade às negociações com a Contraf-CUT a respeito do Programa de Complementação dos Resultados (PCR), desagradou e muito aos trabalhadores. Além de não aumentar o valor de R$ 1.600 oferecido na última reunião e rejeitado pelas entidades sindicais, o banco acenou com restrições que piorariam a situação dos bancários.
A empresa propôs reduzir a quantidade de bancários que receberiam o PCR. Além disso, sugeriu o desconto do valor do PCR do Agir, outro programa próprio de remuneração variável do banco. A representação dos bancários rejeitou as propostas.
"Estamos lutando por um aumento no valor do PCR para todos, o que o banco tem todas as condições de oferecer. O lucro recorde alcançado pelo banco no primeiro trimestre de R$ 3,23 bilhões (saiba mais aqui) é prova clara de que os bancários merecem essa valorização", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"O que o banco está apresentando é muito ruim. Já existe um clima de grande insatisfação entre os bancários, o que levou a uma participação muito expressiva dos funcionários do Itaú Unibanco na campanha salarial do ano passado. Esse descontentamento piorou ainda mais com o processo de fusão. Uma proposta de PCR como essa vai agravar ainda mais a situação de descaso com os trabalhadores", sustenta.
Trabalhadores e empresa definiram prazo até esta sexta-feira, 7, para retomar as negociações e resolver a questão. "Esperamos que o banco traga uma proposta que contemple e valorize todos os trabalhadores, principais responsáveis pelos lucros bilionários da instituição", diz Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT
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