quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Comando Nacional define calendário da negociação específica com a Caixa
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, deu início nesta quarta-feira, 25, às negociações específicas com a Caixa Econômica Federal. A reunião, realizada em Brasília, estabeleceu o calendário para as negociações durante a Campanha Nacional dos Bancários 2010.
Foram agendadas duas rodadas para as próximas semanas, que serão realizadas na sequência das negociações da mesa principal entre o Comando e a Fenaban. O primeiro encontro ficou marcado para o dia 3 de setembro e terá como foco os temas de Saúde do Trabalhador e Condições de Trabalho, podendo ainda entrar outras cláusulas da pauta de reivindicações específicas. O outro encontro ocorrerá no dia 10 de setembro, tendo como principal tema a discussão dos itens de Isonomia de Direitos. Outras datas serão definidas de acordo com o andamento da Campanha Nacional.
"A Campanha Nacional já está nas ruas, com o início das negociações tanto na mesa unificada com a Fenaban quanto no debate das questões específicas com a Caixa. Vamos precisar de muita mobilização e luta dos bancários para conseguirmos manter a trajetória de conquistas que marca a categoria nos últimos anos", avalia Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora o Comando Nacional nas negociações específicas com a Caixa.
Pendências
Os trabalhadores também discutiram com o banco pontos pendentes da mesa de negociação permanente. Um dos itens debatidos foi a instalação dos Comitês de Combate ao Assédio Moral. Os trabalhadores propuseram ao banco que os debates sejam encaminhados concomitantemente às discussões com a Fenaban. "Os dois programas têm algumas diferenças e não queremos criar estruturas diferentes para o mesmo fim", avalia Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT e empregado da Caixa. "Nossa ideia é que o comitê combata o assédio moral, mas que também tenha o caráter de mediar conflitos no ambiente de trabalho", diz.
Outro tema abordado foi a promoção por merecimento, considerado pelos trabalhadores como o ponto negativo da discussão. A Caixa não trouxe respostas para possibilitar a implementação das promoções. "Na última reunião, o banco disse que teria resposta até o final de julho e agora, já no fim de agosto, não trouxe nada. Estamos no segundo semestre de 2010 e a avaliação deve ser feita em relação a 2009, o que pode prejudicar o processo", diz Plínio. "É lamentável, até porque o fato de não ter realizado ainda a promoção relativa ao segundo ano da implementação do Plano de Cargos e Salários coloca em risco a própria credibilidade do plano", avalia. A Caixa disse que está trabalhando para resolver o problema.
Fonte: Contraf-CUT
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Bancários abrem as negociações com a Fenaban pelo tema assédio moral
Na primeira rodada de negociação da Campanha 2010, realizada nesta terça-feira 23 em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban definiram o calendário de discussões e iniciaram o debate sobre saúde do trabalhador e condições de trabalho, com foco no assédio moral. A negociação prosseguirá na quarta-feira 1° de setembro, com a continuidade dos temas de saúde do trabalhador e segurança bancária. As discussões sobre assédio moral partiram dos resultados da mesa temática sobre saúde do trabalhador, cuja retomada foi uma conquista da campanha do ano passado, tendo já ocorrido três reuniões em 2010 - dias 20 de abril, 5 de maio e 24 de junho. "Houve avanços tanto nas discussões da mesa temática quanto na rodada desta terça-feira, mas ainda existem pontos de divergência em aspectos importantes", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. Os representantes dos trabalhadores também abordaram na primeira reunião com a Fenaban as reivindicações contra as metas abusivas, isonomia de tratamento para os bancários afastados por problemas de saúde e avanços nos direitos dos trabalhadores com deficiência. O assédio moral e as metas abusivas são os principais problemas enfrentados pelos bancários nos locais de trabalho, segundo apurou a pesquisa nacional feita pela Contraf-CUT e reforçada pelas consultas realizadas pelos sindicatos no processo de construção da Campanha Nacional 2010.Calendário de negociaçõesO calendário de negociações, definido nesta terça-feira entre o Comando Nacional e a Fenaban, é o seguinte: 1º e 2 de setembro - Saúde do trabalhador e segurança bancária.8 e 9 - Emprego e condições de trabalho.15 e 16 - Remuneração.Mobilização Reunido antes e depois da primeira rodada de negociação com a Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários marcou para 31 de agosto, véspera da segunda rodada de discussões, a realização de um Dia Nacional de Luta, com foco no combate ao assédio moral, às metas abusivas e à falta de segurança bancária."Chegamos a um momento importante da Campanha Nacional em que a participação dos bancários nas atividades é fundamental para pressionar a Fenaban a apresentar propostas que atendam a necessidade dos trabalhadores", convoca Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O Estado de São Paulo80% dos clientes bancários não sabem que podem ter conta sem pagar tarifa
O Estado de São Paulo80% dos clientes bancários não sabem que podem ter conta sem pagar tarifa
Estudo do Idec revela falha da maioria dos bancos na transmissão de informações sobre pacotes de serviços essenciais, regulamentados pelo BC em 2008
Roberta Scrivano
SÃO PAULO - Desde abril de 2008, os brasileiros podem manter uma conta corrente sem pagar taxas mensais ao banco, por meio da utilização dos chamados ‘serviços essenciais’. No entanto, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), obtido com exclusividade pelo Estado, 80% dos consumidores não sabem dessa possibilidade.
Para detectar o motivo da falta de conhecimento dos clientes, o Idec avaliou como os dez maiores bancos do País – Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real Santander e Unibanco – têm tratado e transmitido as normas de 2008 aos clientes.
Em seis instituições – Banrisul, BB, Caixa, HSBC, Nossa Caixa e Unibanco – não é possível avaliar, por meio da tabela de tarifas, se os serviços essenciais podem ser contratados isoladamente. "Se não está na tabela, o cliente não tem como saber que pode usar esse recurso e acaba contratando uma conta com pacote de serviços pago", diz Ione Amorim, economista do Idec responsável pela pesquisa.
O conjunto de serviços essenciais gratuitos inclui cartão de débito, dez folhas de cheque por mês, compensação de cheques, quatro saques ao mês, dois extratos no caixa eletrônico, duas transferências entre contas do mesmo banco por mês, consultas ilimitadas pela internet e extrato consolidado discriminado, mês a mês, uma vez ao ano.
Febraban
Ademiro Vian, diretor adjunto da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), contesta a informação do Idec e garante que todos os bancos têm cumprido as normas desde que o BC instituiu a regulamentação.
"Não conheço o estudo e tampouco a metodologia utilizada, mas garanto que não há esse gargalo. Até porque os bancos são fiscalizados pelo Banco Central", diz o diretor que, após algum tempo de conversa com a reportagem, admitiu que eventualmente pode "ocorrer o descumprimento de uma ou outra norma, mas não é uma prática".
Hoje, 80% dos 112 milhões de correntistas ativos no Brasil são usuários de pacotes pagos, segundo o executivo da Febraban O porcentual é o mesmo constatado no estudo do Idec como de consumidores que desconhecem a possibilidade de usar apenas serviços essenciais.
Acesso
O estudo da entidade também avaliou se o banco facilita o acesso à tabela de tarifas, o que garante ao consumidor a informação sobre quanto vai pagar por movimentação bancária. "Na Caixa, HSBC e Unibanco, essa tabela não se encontra na página inicial do site", afirma Ione.
Procurados, os bancos esclarecem a questão. O Unibanco, com a incorporação ao Itaú concluída, diz que a situação já está regularizada. O banco afirma que, sempre que o cliente demonstrou interesse sobre o tema, disponibilizou a abertura de conta somente com os serviços essenciais.
O HSBC explica que, na página inicial de seu site, há o recurso de busca e, se o correntista digitar "tabela de tarifas", o primeiro resultado será para o link "Tabela de Tarifas do Banco HSBC."
A Caixa diz que o acesso rápido às informações de taxas deve ser feito pelo link da tabela de tarifas do site.
A representante do Idec diz que é direito do consumidor e dever do banco disponibilizar a tabela na página inicial da internet, bem como fixá-la nas agências.
A economista recomenda atenção dos consumidores sobre o tema, principalmente porque as taxas são uma "boa fonte de renda ao banco", o que inibe a prestação de informação proativa por parte das instituições financeiras.
"A maioria dos correntistas poderia ter apenas os serviços essenciais, sobretudo pela possibilidade de utilizar o cartão de débito para pagamento, o que diminui a necessidade de saques, além das consultas de saldo e movimentações pela internet", observa Ione.
Estudo do Idec revela falha da maioria dos bancos na transmissão de informações sobre pacotes de serviços essenciais, regulamentados pelo BC em 2008
Roberta Scrivano
SÃO PAULO - Desde abril de 2008, os brasileiros podem manter uma conta corrente sem pagar taxas mensais ao banco, por meio da utilização dos chamados ‘serviços essenciais’. No entanto, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), obtido com exclusividade pelo Estado, 80% dos consumidores não sabem dessa possibilidade.
Para detectar o motivo da falta de conhecimento dos clientes, o Idec avaliou como os dez maiores bancos do País – Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real Santander e Unibanco – têm tratado e transmitido as normas de 2008 aos clientes.
Em seis instituições – Banrisul, BB, Caixa, HSBC, Nossa Caixa e Unibanco – não é possível avaliar, por meio da tabela de tarifas, se os serviços essenciais podem ser contratados isoladamente. "Se não está na tabela, o cliente não tem como saber que pode usar esse recurso e acaba contratando uma conta com pacote de serviços pago", diz Ione Amorim, economista do Idec responsável pela pesquisa.
O conjunto de serviços essenciais gratuitos inclui cartão de débito, dez folhas de cheque por mês, compensação de cheques, quatro saques ao mês, dois extratos no caixa eletrônico, duas transferências entre contas do mesmo banco por mês, consultas ilimitadas pela internet e extrato consolidado discriminado, mês a mês, uma vez ao ano.
Febraban
Ademiro Vian, diretor adjunto da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), contesta a informação do Idec e garante que todos os bancos têm cumprido as normas desde que o BC instituiu a regulamentação.
"Não conheço o estudo e tampouco a metodologia utilizada, mas garanto que não há esse gargalo. Até porque os bancos são fiscalizados pelo Banco Central", diz o diretor que, após algum tempo de conversa com a reportagem, admitiu que eventualmente pode "ocorrer o descumprimento de uma ou outra norma, mas não é uma prática".
Hoje, 80% dos 112 milhões de correntistas ativos no Brasil são usuários de pacotes pagos, segundo o executivo da Febraban O porcentual é o mesmo constatado no estudo do Idec como de consumidores que desconhecem a possibilidade de usar apenas serviços essenciais.
Acesso
O estudo da entidade também avaliou se o banco facilita o acesso à tabela de tarifas, o que garante ao consumidor a informação sobre quanto vai pagar por movimentação bancária. "Na Caixa, HSBC e Unibanco, essa tabela não se encontra na página inicial do site", afirma Ione.
Procurados, os bancos esclarecem a questão. O Unibanco, com a incorporação ao Itaú concluída, diz que a situação já está regularizada. O banco afirma que, sempre que o cliente demonstrou interesse sobre o tema, disponibilizou a abertura de conta somente com os serviços essenciais.
O HSBC explica que, na página inicial de seu site, há o recurso de busca e, se o correntista digitar "tabela de tarifas", o primeiro resultado será para o link "Tabela de Tarifas do Banco HSBC."
A Caixa diz que o acesso rápido às informações de taxas deve ser feito pelo link da tabela de tarifas do site.
A representante do Idec diz que é direito do consumidor e dever do banco disponibilizar a tabela na página inicial da internet, bem como fixá-la nas agências.
A economista recomenda atenção dos consumidores sobre o tema, principalmente porque as taxas são uma "boa fonte de renda ao banco", o que inibe a prestação de informação proativa por parte das instituições financeiras.
"A maioria dos correntistas poderia ter apenas os serviços essenciais, sobretudo pela possibilidade de utilizar o cartão de débito para pagamento, o que diminui a necessidade de saques, além das consultas de saldo e movimentações pela internet", observa Ione.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
CAMPNHA SALARIAL 2010.
PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES:
*reajuste de 11% (inflação do período + 5% de aumento real)
*participação nos lucros e resultados(PLR) de três salários + R$4.000,00 para cada funcionários.
*Auxílio-refeição,cesta alimentação,13ª cesta alimentação e auxílio-creche/babá valor de l (um)salário mínimo para cada item
*reajuste de 11% (inflação do período + 5% de aumento real)
*participação nos lucros e resultados(PLR) de três salários + R$4.000,00 para cada funcionários.
*Auxílio-refeição,cesta alimentação,13ª cesta alimentação e auxílio-creche/babá valor de l (um)salário mínimo para cada item
Bancos tentam meter a mão em dinheiro dos bancários através dos interditos
Os bancos continuam fazendo o jogo sujo da utilização dos interditos proibitórios, para tentar asfixiar financeiramente os sindicatos e assim enfraquecer a Campanha Nacional dos Bancários. No dia 12 de julho o Santander conseguiu obter na Justiça o bloqueio e, em seguida, a retirada de R$ 94 mil da conta corrente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Meteu a mão no dinheiro da categoria, através de uma ação de interdito movida em 2006, durante a campanha salarial, e que estabelecia uma pesada multa caso o Sindicato continuasse a cumprir a sua obrigação de fortalecer a greve dos bancários. Como o Sindicato não recuou, foi multado. Em outra ação de interdito, também movida em 2006, e somente agora executada, o Unibanco conseguiu que o Judiciário determinasse o bloqueio de R$ 157.666 do Sindicato, que recorreu da decisão. O valor da multa, neste caso, é maior, e, se executada, pode tirar mais de R$ 574 mil das finanças da entidade, ou seja, dinheiro das mensalidades pagas pelos bancários. Para que se tenha uma idéia do que significa este valor, o Sindicato gastou mais de R$ 708 mil na campanha de 2009. Do alto dos seus lucros bilionários, os bancos, em vez de jogar limpo e negociar, utilizam-se de expedientes como este da época da ditadura militar para impedir que os bancários alcancem sucesso na sua campanha salarial. Há em curso 37 processos de interdito proibitório na Justiça Cível e mais 28, na Justiça Trabalhista, contra os quais o Sindicato está lutando.Para coibir a greveO expediente jurídico usado pelos bancos para atacar os bancários e seus sindicatos é da época da ditadura militar. É o chamado interdito proibitório. Não se baseia numa lei trabalhista, não tem a ver com relações entre empregados e empregadores, greves ou negociações. Apesar disto, vem sendo sistematicamente usado para tentar inibir as greves da categoria bancária. Mas a finalidade verdadeira do interdito é outra. É geralmente concedido pela Justiça em conflitos da área rural para garantir aos proprietários a posse de terras ameaçadas de serem ocupadas. O interdito proíbe, ainda, grandes movimentações no entorno da propriedade, determinando, para isto, multas pesadas aos que desobedecerem à ordem judicial. Os bancos se utilizam de um artifício para inibir as greves, entrando com pedidos de interdito proibitório, como se a posse das agências estivesse ameaçada pela greve dos bancários. E solicita que os sindicatos sejam punidos com multas. Ao atender ao pedido de concessão de interdito, a Justiça não proíbe os bancários de entrar em greve, mas impede toda e qualquer manifestação nas agências, ou em frente a elas, e mesmo os piquetes de convencimento, ações que fazem parte de qualquer movimento grevista. Ou seja, na prática, com o interdito, os bancos tentam impedir a manutenção e o fortalecimento da greve, e, o mais grave, impõem, judicialmente, multas milionárias caso as entidades sindicais continuem, através destas movimentações, mantendo a paralisação das agências.Inconstitucional No ano passado vários juízes trabalhistas negaram pedidos de concessão de interditos proibitórios. Todos lembraram que a greve é um legítimo direito garantido pela Constituição Federal. Um deles, Hélio Monjardim, afirmou que as ações de interdito proibitório "se revestem de meio processual inadequado para impedir o legítimo direito de greve, sendo as ações, por si só, um ato de intimidação".Prática é denunciada à OITA Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) denunciaram os bancos à Organização Internacional do Trabalho (OIT), em março último, por violação de convenções internacionais assinadas pelo Brasil e da Constituição Federal, ao usarem o interdito proibitório contra as greves dos bancários.O uso do interdito viola o direito de greve previsto na Convenção 98 da OIT. A convenção é ratificada pelo Brasil e versa sobre a liberdade sindical e a proteção do direito sindical. A OIT encaminhará a denúncia ao governo brasileiro, para que investigue a reclamação dos bancários. A denúncia internacional apresentada contra os bancos foi um passo importante na luta para acabar com essa prática autoritária e antissindical que viola o princípio constitucional do direito de greve. Cabe, agora, ao governo brasileiro apurar a denúncia contra esse abuso dos bancos. O interdito também desrespeita o direito de greve, que é garantido na Constituição Federal. Fonte: Seeb Rio de Janeiro Bancos tentam meter a mão em dinheiro dos bancários através dos interditos Os bancos continuam fazendo o jogo sujo da utilização dos interditos proibitórios, para tentar asfixiar financeiramente os sindicatos e assim enfraquecer a Campanha Nacional dos Bancários. No dia 12 de julho o Santander conseguiu obter na Justiça o bloqueio e, em seguida, a retirada de R$ 94 mil da conta corrente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Meteu a mão no dinheiro da categoria, através de uma ação de interdito movida em 2006, durante a campanha salarial, e que estabelecia uma pesada multa caso o Sindicato continuasse a cumprir a sua obrigação de fortalecer a greve dos bancários. Como o Sindicato não recuou, foi multado. Em outra ação de interdito, também movida em 2006, e somente agora executada, o Unibanco conseguiu que o Judiciário determinasse o bloqueio de R$ 157.666 do Sindicato, que recorreu da decisão. O valor da multa, neste caso, é maior, e, se executada, pode tirar mais de R$ 574 mil das finanças da entidade, ou seja, dinheiro das mensalidades pagas pelos bancários. Para que se tenha uma idéia do que significa este valor, o Sindicato gastou mais de R$ 708 mil na campanha de 2009. Do alto dos seus lucros bilionários, os bancos, em vez de jogar limpo e negociar, utilizam-se de expedientes como este da época da ditadura militar para impedir que os bancários alcancem sucesso na sua campanha salarial. Há em curso 37 processos de interdito proibitório na Justiça Cível e mais 28, na Justiça Trabalhista, contra os quais o Sindicato está lutando.Para coibir a greveO expediente jurídico usado pelos bancos para atacar os bancários e seus sindicatos é da época da ditadura militar. É o chamado interdito proibitório. Não se baseia numa lei trabalhista, não tem a ver com relações entre empregados e empregadores, greves ou negociações. Apesar disto, vem sendo sistematicamente usado para tentar inibir as greves da categoria bancária. Mas a finalidade verdadeira do interdito é outra. É geralmente concedido pela Justiça em conflitos da área rural para garantir aos proprietários a posse de terras ameaçadas de serem ocupadas. O interdito proíbe, ainda, grandes movimentações no entorno da propriedade, determinando, para isto, multas pesadas aos que desobedecerem à ordem judicial. Os bancos se utilizam de um artifício para inibir as greves, entrando com pedidos de interdito proibitório, como se a posse das agências estivesse ameaçada pela greve dos bancários. E solicita que os sindicatos sejam punidos com multas. Ao atender ao pedido de concessão de interdito, a Justiça não proíbe os bancários de entrar em greve, mas impede toda e qualquer manifestação nas agências, ou em frente a elas, e mesmo os piquetes de convencimento, ações que fazem parte de qualquer movimento grevista. Ou seja, na prática, com o interdito, os bancos tentam impedir a manutenção e o fortalecimento da greve, e, o mais grave, impõem, judicialmente, multas milionárias caso as entidades sindicais continuem, através destas movimentações, mantendo a paralisação das agências.Inconstitucional No ano passado vários juízes trabalhistas negaram pedidos de concessão de interditos proibitórios. Todos lembraram que a greve é um legítimo direito garantido pela Constituição Federal. Um deles, Hélio Monjardim, afirmou que as ações de interdito proibitório "se revestem de meio processual inadequado para impedir o legítimo direito de greve, sendo as ações, por si só, um ato de intimidação".Prática é denunciada à OITA Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) denunciaram os bancos à Organização Internacional do Trabalho (OIT), em março último, por violação de convenções internacionais assinadas pelo Brasil e da Constituição Federal, ao usarem o interdito proibitório contra as greves dos bancários.O uso do interdito viola o direito de greve previsto na Convenção 98 da OIT. A convenção é ratificada pelo Brasil e versa sobre a liberdade sindical e a proteção do direito sindical. A OIT encaminhará a denúncia ao governo brasileiro, para que investigue a reclamação dos bancários. A denúncia internacional apresentada contra os bancos foi um passo importante na luta para acabar com essa prática autoritária e antissindical que viola o princípio constitucional do direito de greve. Cabe, agora, ao governo brasileiro apurar a denúncia contra esse abuso dos bancos. O interdito também desrespeita o direito de greve, que é garantido na Constituição Federal. Fonte: Seeb Rio de Janeiro
Representantes eleitos propõem e Previ reduz taxa de carregamento para 4%
A taxa de carregamento dos planos da Previ foi reduzida de 5% para 4%, em mais uma vitória dos associados. A medida foi proposta pelos diretores eleitos da Previ e aprovada pelo Conselho Deliberativo na sexta-feira, 30/7.Antes chamada taxa de administração, a taxa de carregamento é um percentual que incide sobre o valor de cada contribuição feita, destinado a cobrir despesas administrativas. A redução beneficiará principalmente os participantes do Previ Futuro, em que as contas são individualizadas. Eles terão ao final do período contributivo um saldo de conta maior, já que a taxa incide sobre as contribuições mensais. Com uma dedução menor, um valor maior da contribuição mensal será agregado à reserva pessoal de cada participante."Para os participantes do Previ Futuro, em que as contas são individualizadas, a mudança representa uma melhoria importante no benefício. Se considerarmos menos 1% de desconto ao mês, ao final de 25 ou 30 anos, veremos que é uma diferença grande no valor da complementação de aposentadoria de cada bancário", explica Mirian Fochi, conselheira deliberativa eleita da Previ."É mais um compromisso de campanha dos representantes eleitos pelos trabalhadores e que agora estudos do fundo mostraram ser possível cumprir. Vamos continuar atentos à possibilidade de praticar uma taxa ainda mais baixa para melhorar os benefícios dos associados, desde que não coloque em risco o mínimo necessário para que a Previ continue a ser bem administrada", diz Mirian.Para os participantes do Plano 1, a redução da taxa não tem impacto no valor do benefício, já que este é calculado pela média dos 36 salários de participação anteriores à aposentadoria. Fonte: Contraf-CUT, com Previ Representantes eleitos propõem e Previ reduz taxa de carregamento para 4% A taxa de carregamento dos planos da Previ foi reduzida de 5% para 4%, em mais uma vitória dos associados. A medida foi proposta pelos diretores eleitos da Previ e aprovada pelo Conselho Deliberativo na sexta-feira, 30/7.Antes chamada taxa de administração, a taxa de carregamento é um percentual que incide sobre o valor de cada contribuição feita, destinado a cobrir despesas administrativas. A redução beneficiará principalmente os participantes do Previ Futuro, em que as contas são individualizadas. Eles terão ao final do período contributivo um saldo de conta maior, já que a taxa incide sobre as contribuições mensais. Com uma dedução menor, um valor maior da contribuição mensal será agregado à reserva pessoal de cada participante."Para os participantes do Previ Futuro, em que as contas são individualizadas, a mudança representa uma melhoria importante no benefício. Se considerarmos menos 1% de desconto ao mês, ao final de 25 ou 30 anos, veremos que é uma diferença grande no valor da complementação de aposentadoria de cada bancário", explica Mirian Fochi, conselheira deliberativa eleita da Previ."É mais um compromisso de campanha dos representantes eleitos pelos trabalhadores e que agora estudos do fundo mostraram ser possível cumprir. Vamos continuar atentos à possibilidade de praticar uma taxa ainda mais baixa para melhorar os benefícios dos associados, desde que não coloque em risco o mínimo necessário para que a Previ continue a ser bem administrada", diz Mirian.Para os participantes do Plano 1, a redução da taxa não tem impacto no valor do benefício, já que este é calculado pela média dos 36 salários de participação anteriores à aposentadoria. Fonte: Contraf-CUT, com Previ
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