quarta-feira, 9 de março de 2011

Contraf-CUT apoia a Chapa 1- A Chapa do Movimento nas eleições da Fenae



A Fenae, entidade representativa dos empregados da Caixa Econômica Federal que congrega todas as Apcefs do país, fará eleição no dia 22 de março para renovar a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal que comandarão a entidade no triênio 2011/2014. Duas chapas disputam o pleito, no qual votam os associados das Apcefs. A Contraf-CUT apoia a Chapa 1- A Chapa do Movimento, encabeçada pelo atual presidente Pedro Eugênio e integrada por vários dirigentes sindicais de todo o país.

"A Fenae é uma instituição de fundamental importância para os trabalhadores da Caixa. Desde a conquista da jornada de 6 horas e do direito dos bancários da Caixa à sindicalização, em 1985, a Fenae historicamente vem desempenhando uma importante parceria com as entidades sindicais na organização, mobilização e lutas dos bancários em todo o país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "E os companheiros da Chapa 1, muitos deles colegas de movimento sindical, são os mais representativos e preparados para enfrentar os desafios futuros da Fenae."

Além de sindicalistas, integram a Chapa 1 dirigentes e ex-dirigentes de Apcefs e outras entidades representativas dos empregados. Veja quem são:

Diretoria Executiva
Pedro Eugênio Beneduzzi Leite (Presidência), ex-diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba.
Jair Pedro Ferreira (Vice-presidência), ex-diretor dos sindicatos de Londrina e Brasília.
Fabiana Matheus (Administração e Finanças), diretora do Sindicato dos Bancários de Bauru.
Daniel Gaio (Comunicação e Imprensa), diretor do Sindicato de Brasília.
Paulo César Barros Cotrim (Esportes), diretor do Sindicato da Bahia.
Ely Freire (Cultura), ex-diretora do Sindicato de Alagoas.
Olívio Vieira (Aposentadoria e Pensionistas), presidente da Apcef do Rio de Janeiro.
Paulo Roberto Damasceno (Diretor Executivo), presidente da Apcef Minas Gerais.
Kardec de Jesus Bezerra (Diretor Executivo), diretor do Sindicato de São Paulo.
Maristela Rocha (Diretora Executiva), diretora do Sindicato de Porto Alegre.
Marcos Benedito de Oliveira Pereira (Diretor Executivo), diretor da Fenag.

Conselho Fiscal
Laércio Silva, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Criciúma.
Marcos Aurélio Saraiva, ex-presidente do Sindicato do Ceará e integrante do Comando Nacional dos Bancários.
Paulo César Matileti, diretor do Sindicato do Rio.
Anabele Silva, diretora do Sindicato de Pernambuco.
Daniel Pinto de Azeredo, delegado sindical na Bahia.
Jorge Luiz Furlan, diretor do Sindicato dos Bancários do ABC (SP).


Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT cobra e Caixa regulariza interligação dos sistemas com Sipon



A Caixa Econômica Federal informou à Contraf-CUT nesta sexta-feira, 4, que regularizou a situação da interligação (reloginho) do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) com os demais sistemas utilizados pelos bancários.

A interligação foi uma conquista dos empregados na mesa permanente de negociação para combater irregularidades no ponto eletrônico. Antes, era possível que um bancário que não estivesse logado no Sipon entrasse no sistema e continuasse trabalhado, sem que isso contasse como hora trabalhada. Após a interligação, foi criado um mecanismo que permite a entrada no sistema sem login no Sipon apenas por 5 minutos, protegendo o bancário.

"O problema é que esse mecanismo sempre apresentou problemas, ficando fora do ar por diversos períodos", explica Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e empregado da Caixa.

Outro problema surgiu com o processo de avaliação por mérito. A questão é que os trabalhadores que estavam de férias no período tinham a possibilidade de participar do processo, mas para isso precisavam estar logados - o que era impossível, uma vez que o login do empregado fica suspenso durante suas férias.

Para resolver o problema, foi criada uma exceção para os bancários nessa situação, porém, segundo informações da Caixa, isso só seria possível com a retirada do mecanismo de interligação.

"É urgente que a área de tecnologia da Caixa desenvolva mecanismos que permitam a adoção de algumas exceções, como no caso da avalição, sem retirar a proteção dos empregados em relação ao correto registro do ponto", afirma Plínio. "Agora, após cobrança da Contraf-CUT, a situação foi normalizada."

No próximo dia 25 de março haverá uma nova reunião da comissão criada na última Campanha Nacional dos Bancários para debater melhorias no Sipon. "Esse problema será abordado e esperemos que a Caixa consiga corrigir essas deficiências", sustenta Plínio.

Fonte: Contraf-CUT

Mulheres na luta por igualdade na vida, trabalho e movimento sindical



Crédito: Maurício Morais/Seeb SP
Maurício Morais/Seeb SP Na próxima terça-feira, dia 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. As brasileiras e especialmente as bancárias chegam a esta importante data com muito a comemorar em 2011, mas também com a clareza de um longo caminho para percorrer rumo à igualdade de gênero na vida, no trabalho e no movimento sindical.

Na cena política, não há símbolo maior dos avanços do que a eleição de Dilma Rousseff para o cargo máximo do país. A vitória é ainda mais expressiva num país em que o direito de voto só foi conquistado pelas mulheres em 1934. Por outro lado, no Congresso Nacional, a desigualdade continua flagrante: nas últimas eleições, 45 deputadas e 12 senadoras foram eleitas de um total de 513 deputados e 81 senadores.

A situação também se repete no campo econômico, como confirma uma pesquisa da Fundação Seade e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada na quarta-feira, dia 2. Se por um lado a presença da mulher no mercado de trabalho ao longo dos anos (2002-2008) cresceu 40,9%, chegando a 43,7% da PEA (PNAD/2008), por outro, as diferenças de tratamento e de oportunidades não sofreram alteração do ponto de vista da sua superação. As mulheres ainda são as principais atingidas pelo desemprego em momentos de crise e ainda são maioria no trabalho em condições precárias - 42,1% das mulheres e 26,2% dos homens, conforme o Ipea.

Até 1968, quando o então Banespa aceitou pela primeira vez o acesso de mulheres ao cargo de auxiliar de escritório, o sistema financeiro era um território exclusivamente masculino. Hoje, elas são quase a metade da categoria, como mostra a Pesquisa de Emprego Bancário feita pela Contraf-CUT e pelo Dieese.

No entanto, embora tenham maior escolaridade que os homens, as mulheres enfrentam forte resistência para a ascensão profissional nos bancos e ganham, na média, 24% a menos que os homens. As bancárias já são discriminadas na porta de entrada: são contratadas com salários 36,5% inferiores aos dos colegas do sexo masculino.

Sobretudo na última década e meia, as bancárias alcançaram importantes conquistas. Quando a então CNB/CUT incluiu pela primeira vez na pauta de reivindicações o tema Igualdade de Oportunidades, em 1996, os bancos negavam enfaticamente a existência de discriminação e preconceito nas empresas. Hoje temos uma mesa temática sobre o assunto em funcionamento, em busca da formulação de políticas que ponham fim às discriminações. Em 2009, os bancários foram a primeira categoria a conquistar a licença-maternidade de 180 dias.

"Mas a luta não acaba enquanto não conquistarmos uma verdadeira igualdade entre os gêneros", afirma Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT. "Com força e mobilização de todas e todos, vamos brigar pelo fim das discriminações que limitam os salários e a ascensão profissional das mulheres e por uma mudança cultural que fortaleça a noção de relações compartilhadas entre homens e mulheres, na criação dos filhos e cuidados com a casa. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas chegaremos lá", defende.

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 2 de março de 2011

Febraban diz que assaltos a bancos caem 82% em 10 anos, porém medo continua



O número de assaltos a agências de todo o país caiu 82% nos últimos dez anos, segundo a Febraban. A informação foi divulgada na segunda-feira, dia 28 de fevereiro, pela Agência Brasil. Para a Contraf-CUT, a sensação de medo e insegurança continua apavorando trabalhadores e clientes.

Conforme o diretor técnico da Febraban, Wilson Gutierrez, foram registrados 1.903 assaltos a agências em 2000 contra 337 casos no ano passado. Queda que, no seu entender, decorre basicamente da colaboração entre os diferentes agentes de segurança e das medidas de vigilância implantadas, que resultaram em gastos de R$ 9,4 bilhões pela rede bancária em 2010.

"Apesar da queda de assaltos nos números divulgados pela Febraban, seguimos preocupados com a violência nas agências e postos de atendimento, pois os investimentos dos bancos são insuficientes para melhorar a segurança dos estabelecimentos", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.

Colaboração entre bancos e polícias

Para a Febraban, a redução dos assaltos se deve à colaboração estreita da comissão de segurança dos bancos com as polícias estaduais e, às vezes, com a Polícia Federal. Entre as medidas mais efetivas, Gutierrez disse que a Polícia Militar de São Paulo propôs, no ano passado, que policiais visitassem as agências para fazer palestras aos usuários e bancários sobre cuidados necessários para evitar a ação de assaltantes nas agências e para inibir os casos de "saidinha de banco".

Ele disse que a proposta foi imediatamente encampada pela Febraban. Os policiais paulistas começaram a campanha-piloto em agências na região de Mogi das Cruzes, com palestras e distribuição de folders com recomendações de segurança.

A campanha foi levada para a região metropolitana de São Paulo, em dezembro do ano passado, com "excelentes resultados", segundo Gutierrez. Tanto que a Febraban quer estender a ação a todo o Estado.

Segundo ele, esse tipo de colaboração mostra eficiência, ao contrário de propostas de projetos de lei que defendem a criação de biombos nos caixas para impedir a ação de "olheiros" e a proibição de uso de celulares, capacetes ou gorros dentro das agências. Como os vigilantes e os bancários não têm poder de polícia, ele diz que a sugestão é inócua.

O ideal, acrescentou o representante da Febraban, é a proibição de camelôs ou qualquer serviço que provoque aglomeração nas calçadas dos bancos, que facilitam a presença de "pessoas indesejáveis" nas proximidades. O cuidado maior, disse Gutierrez, deve ser tomado pelo usuário, que deve evitar grandes saques e contatos com terceiros, além de não mostrar que sacou dinheiro e, quando possível, se fazer acompanhar em caso de saque de valor alto.

Bancários cobram mais equipamentos de prevenção

"Concordamos que proibir o uso de celulares nos bancos não resolve, mas não é barrando camelôs e pessoas indesejáveis de ficar em frente às agências que se combate a 'saidinha de banco', mas sim ampliando os equipamentos de prevenção", avalia o diretor da Contraf-CUT. "Os saques em dinheiro precisam ser feitos em condições adequadas e seguras, com total privacidade, evitando a observação de terceiros", frisa Ademir.

"As ações de inteligência policial, a parceria entre bancos e polícias, e a criação de uma cultura de segurança nos trabalhadores e clientes são medidas positivas para evitar assaltos e melhorar a segurança, mas não acabam com a necessidade de ampliar os equipamentos de prevenção nos estabelecimentos", destaca o diretor da Contraf-CUT.

No final do ano passado, a Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) lançaram um modelo de projeto de lei municipal contra a "saidinha de banco". Conforme Ademir, as propostas visam reforçar a estrutura de segurança, como a instalação de portas giratórias antes do autoatendimento em todas as agências e postos, vidros blindados nas fachadas e câmeras de vídeo em todos os espaços de circulação de clientes, nas calçadas e nas áreas de estacionamento.

O dirigente da Contraf-CUT explica que também há medidas para garantir privacidade nas operações bancárias, através da instalação de divisórias individualizadas entre os caixas, inclusive os eletrônicos, e a colocação de biombos entre a fila de espera e os caixas.

"Está na hora de os bancos assumirem suas responsabilidades, passando a investir parte maior de seus lucros estrondosos em segurança, a fim de proteger a vida de trabalhadores e clientes", reitera Ademir. "Nos dois primeiros meses de 2011, quatro pessoas foram assassinadas em assaltos envolvendo bancos, uma média de dois mortos por mês, o que inaceitável", conclui.


Fonte: Contraf-CUT com Agência Brasil

Febraban diz que assaltos a bancos caem 82% em 10 anos, porém medo continua



O número de assaltos a agências de todo o país caiu 82% nos últimos dez anos, segundo a Febraban. A informação foi divulgada na segunda-feira, dia 28 de fevereiro, pela Agência Brasil. Para a Contraf-CUT, a sensação de medo e insegurança continua apavorando trabalhadores e clientes.

Conforme o diretor técnico da Febraban, Wilson Gutierrez, foram registrados 1.903 assaltos a agências em 2000 contra 337 casos no ano passado. Queda que, no seu entender, decorre basicamente da colaboração entre os diferentes agentes de segurança e das medidas de vigilância implantadas, que resultaram em gastos de R$ 9,4 bilhões pela rede bancária em 2010.

"Apesar da queda de assaltos nos números divulgados pela Febraban, seguimos preocupados com a violência nas agências e postos de atendimento, pois os investimentos dos bancos são insuficientes para melhorar a segurança dos estabelecimentos", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.

Colaboração entre bancos e polícias

Para a Febraban, a redução dos assaltos se deve à colaboração estreita da comissão de segurança dos bancos com as polícias estaduais e, às vezes, com a Polícia Federal. Entre as medidas mais efetivas, Gutierrez disse que a Polícia Militar de São Paulo propôs, no ano passado, que policiais visitassem as agências para fazer palestras aos usuários e bancários sobre cuidados necessários para evitar a ação de assaltantes nas agências e para inibir os casos de "saidinha de banco".

Ele disse que a proposta foi imediatamente encampada pela Febraban. Os policiais paulistas começaram a campanha-piloto em agências na região de Mogi das Cruzes, com palestras e distribuição de folders com recomendações de segurança.

A campanha foi levada para a região metropolitana de São Paulo, em dezembro do ano passado, com "excelentes resultados", segundo Gutierrez. Tanto que a Febraban quer estender a ação a todo o Estado.

Segundo ele, esse tipo de colaboração mostra eficiência, ao contrário de propostas de projetos de lei que defendem a criação de biombos nos caixas para impedir a ação de "olheiros" e a proibição de uso de celulares, capacetes ou gorros dentro das agências. Como os vigilantes e os bancários não têm poder de polícia, ele diz que a sugestão é inócua.

O ideal, acrescentou o representante da Febraban, é a proibição de camelôs ou qualquer serviço que provoque aglomeração nas calçadas dos bancos, que facilitam a presença de "pessoas indesejáveis" nas proximidades. O cuidado maior, disse Gutierrez, deve ser tomado pelo usuário, que deve evitar grandes saques e contatos com terceiros, além de não mostrar que sacou dinheiro e, quando possível, se fazer acompanhar em caso de saque de valor alto.

Bancários cobram mais equipamentos de prevenção

"Concordamos que proibir o uso de celulares nos bancos não resolve, mas não é barrando camelôs e pessoas indesejáveis de ficar em frente às agências que se combate a 'saidinha de banco', mas sim ampliando os equipamentos de prevenção", avalia o diretor da Contraf-CUT. "Os saques em dinheiro precisam ser feitos em condições adequadas e seguras, com total privacidade, evitando a observação de terceiros", frisa Ademir.

"As ações de inteligência policial, a parceria entre bancos e polícias, e a criação de uma cultura de segurança nos trabalhadores e clientes são medidas positivas para evitar assaltos e melhorar a segurança, mas não acabam com a necessidade de ampliar os equipamentos de prevenção nos estabelecimentos", destaca o diretor da Contraf-CUT.

No final do ano passado, a Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) lançaram um modelo de projeto de lei municipal contra a "saidinha de banco". Conforme Ademir, as propostas visam reforçar a estrutura de segurança, como a instalação de portas giratórias antes do autoatendimento em todas as agências e postos, vidros blindados nas fachadas e câmeras de vídeo em todos os espaços de circulação de clientes, nas calçadas e nas áreas de estacionamento.

O dirigente da Contraf-CUT explica que também há medidas para garantir privacidade nas operações bancárias, através da instalação de divisórias individualizadas entre os caixas, inclusive os eletrônicos, e a colocação de biombos entre a fila de espera e os caixas.

"Está na hora de os bancos assumirem suas responsabilidades, passando a investir parte maior de seus lucros estrondosos em segurança, a fim de proteger a vida de trabalhadores e clientes", reitera Ademir. "Nos dois primeiros meses de 2011, quatro pessoas foram assassinadas em assaltos envolvendo bancos, uma média de dois mortos por mês, o que inaceitável", conclui.


Fonte: Contraf-CUT com Agência Brasil

Justiça do Trabalho tem 2,3 milhões de processos aguardando execução



O reconhecimento de um direito na Justiça leva tempo, mas, hoje, o fato de ganhar uma causa não significa que os problemas terminaram. Na Justiça do Trabalho, cerca de 2,3 milhões de processos já decididos aguardam execução, ou seja, dar à parte vencedora o que lhe foi reconhecido por direito. A quantidade vultuosa de processos sem o devido desfecho tem preocupado juízes e tribunais trabalhistas, que estudam formas de reduzir o problema.

"A essência do processo é a fase de execução, pois, senão, fica uma situação de ganhou, mas não levou. A decisão não pode ser um anúncio de direito, tem que ser realidade", afirma o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, Carlos Alberto de Paula. Segundo ele, a demora na execução não é um problema restrito a determinadas regiões e ocorre em todo o país.

O gargalo da execução também não se restringe à Justiça trabalhista, mas esta é considerada uma área sensível devido às implicações das decisões. Segundo a Constituição Federal, uma sentença da Justiça do Trabalho cria débitos de natureza alimentícia, ou seja, urgentes e essenciais para a sobrevivência do cidadão e seu pagamento deve ser prioritário.

"O transtorno das pessoas com a ineficácia de uma decisão da Justiça do Trabalho é muito grande. Para muita gente, não levar o que ganhou na Justiça é o mesmo que passar fome. Outro problema grave é que muitos processos trabalhistas lidam com a saúde da pessoa, e isso não pode esperar", explica o juiz Marcos Fava, que participou do grupo formado, no ano passado, pela corregedoria do Tribunal Superior do Trabalho (TST), para analisar porque os processos emperram na execução.

Estudo recente encomendado pela Corregedoria do TST sobre as taxas de congestionamento da execução trabalhista no país apontou uma média nacional de 67,9%, que sobe para 72,7% quando são levados em conta os processos que foram enviados provisoriamente para o arquivo, ainda sem desfecho.

O estado que lidera o ranking do congestionamento é a Bahia (85,8%), seguida pelo Ceará (85,1%) e pelo Rio de Janeiro (82,4%). Os estados menos congestionados são Sergipe (36,2%) e São Paulo (51,1%), sendo que este último é o estado com a maior quantidade de execuções em tramitação no país, quase 270 mil.

Muitas vezes, a variação entre as maiores e menores taxas de congestionamento pode ser encontrada em varas diferentes da mesma cidade. Em São Paulo, por exemplo, a 31ª Vara do Trabalho apresentou a maior quantidade de sentenças não executadas do país (9.219), enquanto a 42ª Vara do Trabalho tinha apenas quatro processos para executar, uma das melhores colocações nacionais.


Fonte: Agência Brasil

Caixa admite necessidade de critérios para retirar comissão do empregado



Crédito: Contraf-CUT, com Fenae e Seeb DF
Contraf-CUT, com Fenae e Seeb DFA Caixa Econômica Federal admitiu pela primeira vez a necessidade de se estabelecer parâmetros para a retirada da comissão do empregado, de forma a evitar que a decisão fique a critério exclusivo do gestor. A flexibilização do posicionamento da empresa em relação ao assunto foi manifestada nesta terça-feira, dia 1º de março, em Brasília, na retomada da mesa de negociações permanentes, após nova cobrança da Contraf-CUT, federações e sindicatos de bancários.

A regulação da retirada da função é uma antiga reivindicação do movimento dos empregados. O entendimento é de que o bancário que se submeteu a avaliações antes de ser nomeado para determinado cargo em comissão, inclusive por meio de processo seletivo interno, não pode ficar sujeito à destituição injustificada e, tampouco, a mercê de decisões unilaterais dos gestores.

"Hoje o gestor tem um poder discricionário sobre a ascensão profissional, o que é uma coisa autoritária e medieval, prejudicial tanto para os empregados como para a empresa. Esse é um problema histórico que queremos eliminar o quanto antes", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e bancário da Caixa.

Os representantes da Caixa afirmaram que essa se tornou também uma preocupação da empresa e que o debate a respeito do assunto já está acontecendo. Eles disseram, inclusive, que a expectativa é de avanços nas definições ao longo de 2011.

Promoção por merecimento

Também foram discutidas na reunião desta terça-feira a promoção por merecimento, os desdobramentos e pendências relacionadas ao PFG, o Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) e a Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para aposentados com ações judiciais contra a empresa, especialmente as que tratam do tíquete alimentação.

Sobre a promoção por merecimento, a empresa informou que a avaliação foi concluída na semana passada e que o resultado pode ser divulgado a qualquer momento. O pagamento será efetuado na folha de março, retroativamente a janeiro último.

Desdobramentos do PFG

Entre os desdobramentos do PFG, os dirigentes sindicais apontaram discriminações aos empregados que decidiram permanecer no REG/Replan não-saldado da Funcef, como no caso do não-repasse pela Caixa ao fundo de pensão dos valores correspondentes à diferença salarial decorrente da migração para o PFG por determinação judicial.

Em resposta à proposta feita anteriormente pela Caixa, de mobilidade dos participantes do REG/Replan não-saldado dentro do próprio PCC, os representantes das entidades sindicais informaram que aceitam debatê-la, mas tendo como parâmetro o ganho financeiro que esses empregados teriam casso fossem para o PFG. Essa discussão será pautada para a próxima rodada de negociações.

Ainda em relação ao PFG, foram apontados pelos empregados problemas em nomenclaturas de funções, que se mostraram inapropriadas. A volta da designação Tesoureiro foi destacada como indevida do ponto de vista da segurança, uma vez que torna o ocupante da função mais vulnerável à ação de assaltantes.

Os representantes dos empregados trataram ainda da implantação do cargo de Supervisor de Atendimento. A esse supervisor são atribuídas múltiplas atribuições, mas, por outro lado, estão sendo abertas novas agências sem o ocupante do cargo.

No que se refere ao cargo de Consultor de Canais, o problema ressaltado na mesa de negociação é o deslocamento de pessoas da própria unidade para função, sem a reposição da lotação da unidade, onde já há forte carência de pessoal.

Com a implementação do PFG, surgiram várias funções novas, sendo que muitas delas retiram os trabalhadores das agências. Isso está causando uma evasão dos empregados das agências e sobrecarregando os demais. A Caixa argumentou que, durante o ano de 2010, a força de trabalho na rede de atendimento cresceu 20%, mas a CEE lembrou que, com as recentes reestruturações pelas quais a empresa passou, novas funções foram atribuídas às agências, como aquelas antes realizadas pelo setor de retaguarda (RET).

A CEE/Caixa relatou também a ocorrência de problemas com as escalas impostas aos trabalhadores da Tecnologia, na rede de Lotéricas e na Gerat (telemática e call centers). A maioria das irregularidades acontece nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Os negociadores da Caixa prometeram averiguar as denúncias e tratar do assunto na próxima reunião da mesa de negociação permanente.

CCV

Houve entendimento entre os representantes dos empregados e da empresa para a criação da CCV, que tratará do tíquete e outras pendências judiciais envolvendo os aposentados. O projeto-piloto da comissão será implantado nas bases sindicais de São Paulo, Campinas, Brasília e Ceará. Terá a duração de três meses.

Sipon

Em relação ao Sipon, foram relacionadas pela Contraf-CUT, federações e sindicatos inúmeras denúncias, a começar pela não-marcação de hora extra, por determinação do gestor. Foi cobrado da empresa o fechamento do sistema após a marcação da saída do empregado.

Os problemas do Sipon serão tratados em grupo de trabalho, em cumprimento ao acordo coletivo do ano passado. O GT já realizou este ano a sua primeira reunião.

PCMSO

A CEE/Caixa reconhece que a existência do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) é um avanço e que deve ser mantido. Sugeriu, entretanto, que os trabalhadores não sejam punidos em caso de não participação no PCMSO por conta de atrasos da própria Caixa ou em caso de faltas justificadas. A Caixa se disse de acordo com as sugestões.

Enchentes no Rio de Janeiro

A CEE repassou duas demandas dos sindicatos de bancários das regiões atingidas pelas chuvas na Região Serrana do Rio no início deste ano. A primeira é que a Caixa leve em conta os efeitos da tragédia sobre a economia desses municípios ao avaliar o cumprimento das metas das agências da área. A outra é que a empresa dispense um tratamento mais atencioso aos bancários e terceirizados que foram atingidos pelas chuvas, no sentido de disponibilizar linhas de crédito com juros reduzidos para atender essas pessoas.

7ª e 8ª horas

A Contraf-CUT cobrou ainda do banco uma solução para a questão da 7ª e 8 horas.

PEATE

Ficou acertado entre os representantes dos empregados e da empresa que as questões relativas ao Plano Estratégico para o Atendimento (PEATE) serão debatidas na próxima rodada das negociações permanentes. A Contraf-CUT apontou como questão central a contratação de mais empregados.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae