segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pagamento do 13º salário deve injetar R$ 118 bilhões na economia, prevê Dieese



O pagamento do décimo terceiro salário deve injetar cerca de R$ 118 bilhões na economia brasileira - aproximadamente 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo estimativa do Dieese, divulgada nesta terça-feira (1º), aproximadamente 78 milhões de brasileiros serão beneficiados com esse montante - entre os trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos e beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados.

Na comparação com 2010, quando o Dieese estimou que cerca de R$ 102 bilhões entrariam na economia em consequência do pagamento do décimo terceiro, o valor apurado neste ano indica crescimento de 16%.

Dos cerca de 78 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados pelo pagamento do décimo terceiro salário este ano, 29,7 milhões, ou 38,1% do total, são aposentados ou pensionistas da Previdência Social. Os empregados formais (48,3 milhões de pessoas) correspondem a 61,9% do total. Desses, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada totalizam quase 2,4 milhões, o que equivale a 3,1% desse conjunto de beneficiários do abono natalino. Além disso, aproximadamente 1 milhão de pessoas (ou 1,2% do total) são aposentados e beneficiários de pensão da União.

Do montante a ser pago a título do décimo terceiro, cerca de 20% dos R$ 118 bilhões, pouco mais de R$ 34 bilhões, serão pagos aos beneficiários do INSS e 84 bilhões, ou 71% do total, irão para os empregados formalizados, incluindo os domésticos. Aos aposentados e pensionistas da União, caberá o equivalente a R$ 6,1 bilhões (5,2%) e aos aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 5,4 bilhões (4,5%).

O número de pessoas que receberão o décimo terceiro salário em 2011 é cerca de 5,4% superior ao observado em 2010. Estima-se que 4 milhões de pessoas passarão a receber o benefício, por terem requerido aposentadoria ou pensão ou se incorporado ao mercado de trabalho ou ainda formalizado o vínculo empregatício.

Na distribuição por região, a parcela mais expressiva (51,3%) deve ficar nos estados do Sudeste, onde se concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas.

Para efeito do cálculo, o Dieese não leva em conta os autônomos, assalariados sem carteira ou pessoas com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebam algum tipo de abono de fim de ano. Também não é considerado o adiantamento da primeira parcela do décimo terceiro salário ao longo do ano, uma vez que funcionários de muitas empresas recebem parcialmente o pagamento no momento em que tiram férias. Não são também contabilizados os casos de categorias que o recebem antecipadamente por definição, por exemplo, de acordo coletivo de trabalho (ACT) ou convenção coletiva de trabalho (CCT).

A estimativa do Dieese leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2009, e informações do Ministério da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

No caso da Rais, o Dieese considerou todos os assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2010, acrescido do saldo do Caged de 2011 (até agosto).


Fonte: Agência Brasil

Itaú tem lucro recorde de R$ 10,9 bi até setembro, mas corta 2.496 empregos



Crédito: Itaú Unibanco
Itaú Unibanco Gráfico sobre evolução do emprego nas demonstrações financeiras do banco

O Itaú Unibanco apresentou lucro recorde de R$ 10,940 bilhões entre os meses de janeiro e setembro deste ano, alta de 15,9% ante o mesmo período do ano passado. Segundo a consultoria Economática, é o maior lucro da história entre os bancos brasileiros para o período. Apesar do resultado estrondoso, a instituição seguiu na contramão do emprego, fechando mais postos de trabalho.

Os dados do balanço revelam que em dezembro de 2010 o banco contava com 102.316 trabalhadores no Brasil. O número caiu em setembro para 99.820, o que aponta um corte de 2.496 empregos.

"Mais uma vez, o Itaú Unibanco trata com desrespeito os seus trabalhadores, porque é injustificável bater novo recorde de lucro e cortar empregos, o que comprova a imensa sobrecarga de trabalho nas unidades do banco, fruto da pressão das metas abusivas e do assédio moral", destaca Jair Alves, diretor da Contraf-CUT e um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco.

"O banco está devendo a geração de empregos no Brasil, como aliás está fazendo no exterior. Não adianta fazer propaganda para dizer que pratica responsabilidade social e que é banco sustentável, se reduz postos de trabalho e não contribui para o desenvolvimento econômico e social do país", ressalta o dirigente sindical.

Mais números do balanço

No terceiro trimestre, o Itaú Unibanco teve lucro de R$ 3,807 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, houve alta de 5,6%. Em 12 meses, o resultado cresceu 25%. A carteira de crédito, que cresceu 22,7% em 12 meses, teve expansão de 6,1% na comparação com o segundo trimestre deste ano.

O banco também divulgou também lucro recorrente de R$ 3,940 bilhões no terceiro trimestre. A diferença entre este ganho e o resultado contábil se deve a provisões para ações judiciais questionando reajustes de planos econômicos e avaliação do investimento mantido pelo Itaú no Banco Português de Investimento pelo valor de mercado de suas ações em 30 de setembro de 2011.

No final de setembro, a carteira de crédito do Itaú Unibanco, incluindo avais e fianças, era de R$ 382,236 bilhões, um incremento de 22,8% em 12 meses.

O nível de inadimplência da carteira, medida pelo saldo de operações vencidas com prazo superior a 90 dias, foi de 4,7%, contra 4,5% no trimestre anterior e 4,2% em igual período de 2010.

As despesas da companhia com provisões para perdas esperadas com calotes somaram R$ 4,972 bilhões no trimestre, menos que os R$ 5,1 bilhões do trimestre imediatamente anterior, mas superior aos R$ 4,01 bilhões em igual etapa do ano passado.

Lucro recorde

O resultado superou o lucro do próprio Itaú Unibanco registrado em 2010: R$ 9,433 bilhões. Em terceiro lugar, aparece o ganho de R$ 8,30 bilhões do Bradesco, em 2011.

Entre os dez maiores lucros para o período, quatro são do Itaú Unibanco, três do Bradesco, dois do Banco do Brasil e um do Santander, de acordo com o levantamento da Economática.

Veja os maiores lucros, de janeiro a setembro, na história dos bancos:

Posição

Banco

Lucro líquido (em bi R$)

Ano

1

Itaú Unibanco

10,940

2011

2

Itaú Unibanco

9,433

2010

3

Bradesco

8,303

2011

4

Banco do Brasil

7,701

2010

5

Bradesco

7,035

2010

6

Itaú Unibanco

6,854

2009

7

Itaú Unibanco

6,444

2007

8

Bradesco

6,015

2008

9

Banco do Brasil

5,992

2009

10

Santander

5,953

2011

Fonte: Economática



Fonte: Contraf-CUT com UOL Economia e Itaú

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Assembleia dos funcionários do BNDES decide por estado de greve no Rio



Crédito: Seeb Rio
Seeb Rio Bancários protestam contra descaso da diretoria do BNDES e do governo

Estado de greve e assembleia permanente para intensificar as mobilizações até que o BNDES e o governo decidam negociar com seriedade. Esta foi a decisão da assembleia dos funcionários do BNDES, nesta segunda-feira, no hall do banco, na Avenida Chile, no centro do Rio de Janeiro.

Na próxima segunda-feira (7), às 14h, os funcionários voltam a se reunir no mesmo local para avaliações e propostas para a intensificação da luta.

"O estado de greve é uma resposta ao descaso da diretoria do banco e do governo em relação às reivindicações dos trabalhadores. Agora, é partir para a greve, se o desrespeito permanecer", disse o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio, Carlos de Souza.

Fonte: Seeb Rio

Caixa efetua crédito da antecipação da PLR, incluindo PLR Social, nesta terça



Crédito: Fenae
Fenae Acordo aditivo à convenção coletiva foi assinado no dia 25 com a Caixa

Os empregados da Caixa Econômica Federal recebem nesta terça-feira, dia 1º de novembro, o crédito da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), incluindo a primeira parte da regra básica e da parcela adicional e ainda da PLR social. O anúncio do pagamento foi feito por ocasião da assinatura do acordo aditivo à Convenção Coletiva Nacional 2011/2012, cujo ato foi realizado na última terça-feira, dia 25,, em Brasília (DF).

A antecipação da regra básica da PLR equivale a 54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37. Já a primeira parte da parcela adicional da PLR representa a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre até o limite de R$ 1.400. O restante será pago até março de 2012.

A título de PLR social, a Caixa creditará a antecipação correspondente à distribuição de 4% do lucro líquido obtido pelo banco no primeiro semestre deste ano.

PLR maior

O valor total da regra básica da PLR é de 90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29. Já o montante da parcela adicional da PLR corresponde a 2% do lucro líquido a ser distribuído linearmente, com teto de R$ 2.800.

No caso da PLR social, o acordo aditivo estabelece a distribuição linear para todos os empregados de 4% do lucro líquido.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

BB adianta diferenças salariais de setembro e outubro nesta segunda



Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São Paulo O Banco do Brasil efetua nesta segunda-feira, dia 31, o adiantamento das diferenças salariais referente aos meses de setembro e outubro, em função do reajuste de 9% conquistado na Campanha Nacional dos Bancários.

O adiantamento atende solicitação da Contraf-CUT feita após a assinatura do acordo aditivo à convenção coletiva, na última segunda-feira, dia 24. A entidade enviou uma correspondência ao banco para que fosse efetuado o crédito para os funcionários.

Clique aqui para acessar o acordo aditivo do BB.

Segundo o funcionário do BB e secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros, "os valores adiantados serão depois lançados e acertados na folha de pagamento do mês de novembro".



Fonte: Contraf-CUT

Maior risco para Santander é Espanha, diz teste de estresse do J.P. Morgan



Carolina Oms e Carolina Mandl
Valor Economico - de São Paulo


O banco espanhol Santander disse na quinta-feira (27) que planeja exceder as exigências de capital dos líderes da região em um ponto percentual até junho de 2012, mas não detalhou como o fará. Pela regra de Basileia 3, o capital de nível 1 está em 8,12%, sendo que precisará alcançar 9%. O banco quer atingir isso com geração interna de capital.

Teste de estresse feito pelo J.P. Morgan, mais rigoroso que o oficial, concluiu que a matriz do Santander terá um déficit de capital de ? 3 bilhões em um cenário que inclui uma perda de 33% nos empréstimos, um corte de 10% nos títulos da dívida espanhola e o impacto de Basileia 3. O relatório chama-se "Santander e BBVA: não apenas espanhóis, mas sofrendo por isso".

Para os autores, o principal risco para o banco está na Espanha, principalmente na carteira imobiliária, que tem sido responsável pela maior parte do problema espanhol desde 2007 e que, no caso do Santander, soma ? 27 bilhões.

De um total de ? 230 bilhões em empréstimos na Espanha, ? 30 bilhões são considerados "problemáticos", o que inclui créditos provisionados, ativos imobiliários recomprados, empréstimos de segunda linha e perdas contábeis. Isso é pouco mais de 10% da carteira total, mas deve aumentar mais em 2013, quando os empréstimos provisionados devem atingir seu pico. O cenário também considera 100% de default para os créditos imobiliários provisionados.

Para Jaime Becerril, Kian Abouhossein e Axel Finsterbusch, autores do relatório, a falta de reconhecimento das perdas futuras é o principal obstáculo para o banco. Os analistas afirmam que a limpeza do balanço é "necessária e desejável", levando as provisões a níveis mais "realistas".

No Brasil, o receio entre investidores é que a seriedade da situação na Espanha respingue na subsidiária. O Santander afirma ter um modelo de subsidiárias autônomas. A preocupação de analistas é que o banco coloque o pé no freio no Brasil, mantendo o nível de capital elevado na subsidiária, o que acabaria ajudando a matriz.

Marcial Portela, presidente do Santander Brasil, nega esse movimento. "Não temos nenhuma restrição para crescer no país", disse na quinta-feira durante apresentação dos resultados do terceiro trimestre, quando a carteira de crédito do banco cresceu 8%, o ritmo mais acelerado desde 2008.

Ceres Prado, analista de bancos da agência de risco Moody's, acrescenta outros dois motivos para que a carteira do banco esteja crescendo abaixo de seu potencial. O banco demorou muito para realizar a sinergia com o ABN Amro e perdeu o passo na concessão de crédito. "O banco trouxe inúmeros executivos da Espanha que ainda não conhecem tão bem o mercado e estão contaminados pelo clima de crise na Europa".

Um executivo que já saiu do banco relata, por exemplo, que três vezes por semana executivos do Brasil precisam levar ao comitê de crédito na Espanha as operações em andamento para receber aprovação. "Por causa da crise, os espanhóis estão bem mais cautelosos. Com isso, o banco pode perder clientes para a concorrência", diz.

Responsável por 25% do lucro do grupo, o Brasil tem dado uma contribuição importante para a matriz. O banco, controlado pelo grupo espanhol, já distribui 50% do lucro aos acionista (em IFRS), mais do que os 35% ou 40% que os brasileiros costumam pagar. A recente venda de 51% das operações de seguro no Brasil e na Argentina para a Zurich também renderá bons dividendos à matriz. A operação foi fechada por R$ 2,7 bilhões.


Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

TST indefere liminar e declara não abusiva greve no Banco da Amazônia



Crédito: Seeb Pará
Seeb Pará O Tribunal Superior do Trabalho (TST) indeferiu nesta sexta-feira (28) o pedido de liminar feito pelo Banco da Amazônia e declarou não abusiva a greve dos funcionários da instituição. Dessa forma, continua a paralisação dos trabalhadores, que já dura 32 dias.

Os bancários agora aguardam o agendamento pelo Tribunal da data do julgamento das questões econômicas. A decisão foi da ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, vice-presidente do TST.

> Leia aqui a íntegra do despacho da ministra

Na quinta-feira (27), aconteceu a audiência de conciliação no TST sobre o dissídio coletivo ajuizado pelo Banco da Amazônia. A Contraf-CUT e as demais entidades sindicais tentaram avanços na proposta do banco, mas sem êxito.

O banco não avançou em nada em sua proposta aos trabalhadores. Não evoluiu no custeio do Plano de Saúde e nem mesmo no prazo para a conclusão do Plano de Cargo e Salários, duas das demandas dos bancários. O nome do ministro Fernando Eizo Ono como relator do dissídio coletivo suscitado pelo banco.

"Os trabalhadores repudiam a atitude do banco de querer colocar fim à greve na instituição por meio do dissídio coletivo e reafirmam a convicção de que as vias democráticas, que contemplam a negociação entre bancos e entidades sindicais durante a Campanha Nacional da categoria, são o melhor caminho para a valorização dos trabalhadores e do banco", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT