terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bancários do BRB conquistam piso de R$ 1.680, o maior da categoria



Crédito: Seeb Brasília
Seeb Brasília O piso salarial dos bancários do BRB passará a ser de R$ 1.680,00 (reajuste de 3,85% sobre o atual valor). Essa foi uma das conquistas apresentadas em negociação nesta segunda 14 no final da tarde, ocorrida entre o banco, representado pelos diretores Tércio Marcus da Dirad e Alair Vargas da Diren, com o Sindicato dos Bancários de Brasília.

Além desta, o banco comunicou a aceitação das seguintes reivindicações: elevação da AG de caixa que passará a ser de R$ 1.030,00 (um aumento de 14%) e equiparação da remuneração de todos os gerentes de negócio ao mesmo valor pago aos de nível 1. As alterações, embora necessitem do aval do Conselho de Administração do banco (CONSAD) estão previstas para entrarem em vigor no dia 1º de março.

Estas conquistas, comunicadas ao Sindicato durante a reunião, haviam sido aprovadas na manhã do mesmo dia, em reunião da direção do banco.

O Sindicato esteve representado na reunião pelos diretores Antonio Eustáquio, Cristiano Severo, Cida Sousa e pelo secretário-geral André Nepomuceno, todos funcionários do BRB.

"Durante a campanha salarial de 2010, terminada em novembro passado, em cujo escopo consta cláusula de revisão do PCS implantado em 2009, essas foram algumas das reivindicações apontadas pelo Sindicato como prioritárias. Estas conquistas não dispensam a luta por PCS estruturado e duradouro", lembra André Nepomuceno.

"A questão dos gerentes de negócios é uma pauta do Sindicato desde o PCS implementado em julho de 2009. É uma pendência do banco com este segmento que só está sendo resolvida agora. Ao longo do tempo, estivemos cobrando e acompanhando o desenrolar da questão. Na prática esta decisão elimina a segregação entre os diferentes níveis dos gerentes de negócios", afirma Antonio Eustáquio.

Os diretores do banco informaram ainda que a empresa contratou a realização de estudos mais aprofundados para a criação do novo PCS, cujo prazo de conclusão é o fim do primeiro semestre de 2011. Outras questões pontuais continuarão a ser discutidas entre o banco e o Sindicato na mesa de negociação permanente.

"Há ainda outras reivindicações pelas quais o Sindicato está lutando, como as 7ª e 8ª horas e a questão dos assistentes de negócios. O banco alegou que precisa de mais tempo para estudar minuciosamente essas reivindicações, e que as resolverá no âmbito no novo PCS", afirma Cida Sousa, diretora do Sindicato.

"Sem perder de vista um PCS mais robusto e estruturado, consideramos um avanço o atendimento desses pontos pelo banco, fruto de reiteradas negociações com o Sindicato. Elas representam, em conjunto, um avanço substancial para os trabalhadores do BRB", afirma Cristiano Severo.

Outras conquistas

O BRB deverá realizar concurso público em breve para a contratação de 100 analistas em informática, a fim de reforçar o setor de tecnologia do banco. Uma nova carreira de analistas em tecnologia será criada para acomodar os novos funcionários. O banco informou que as novas contratações não trarão qualquer prejuízo aos funcionários do setor.

O BRB também iniciará em breve um processo de seleção interna para uma nova AG a ser criada, destinada aos atendentes de Ouvidoria. Inicialmente serão dez vagas na função, que terá valor de R$ 554,00 e jornada de seis horas diárias. Segundo o banco, a seleção será aberta a todos que quiserem participar, e o regulamento da mesma será divulgado em breve.

Estas conquistas são fruto também de determinação do Bacen que exige carreira específica para a área de TI, e quadro específico próprio para a Ouvidoria.

GT de pendências

O banco informou também que criou um grupo de trabalho com a finalidade de fazer um levantamento em todas as unidades, e entre todos os funcionários, a fim de detectar pendências que vão desde consertos, reparos e melhorias estéticas na estrutura de todas as agências do banco, bem como identificar a carência de pessoal. O objetivo é garantir a segurança, a salubridade dos ambientes de trabalho, bem como melhorar o atendimento e ainda o aspecto das agências, uniformizando-as.

"Todas estas conquistas são sinalizadores importantes de que a nova gestão dá no sentido de demonstrar uma preocupação com o as condições de trabalho e de salário do conjunto de funcionários. Esperamos que este ambiente propício que se apresenta permaneça, pois ganham os funcionários e ganha o banco, com trabalhadores reconhecidos e valorizados, o que certamente se refletirá no desempenho da empresa, complementam os diretores do Sindicato."


Fonte: André Shalders - Seeb Brasília

Procon interdita agência do BB por demora no atendimento em Florianópolis



O Procon de Florianópolis fechou uma agência do Banco do Brasil (BB) na manhã desta segunda-feira, dia 14, devido à demora no atendimento aos clientes.

A agência, localizada na região central da cidade, havia sido notificada 81 vezes apenas no último dia 10 de janeiro por não cumprir a legislação que determina o tempo de espera para atendimento.

A lei municipal 699/2002 determina que os clientes não podem permanecer em filas por mais de 20 minutos. Cada notificação equivale a uma multa estipulada em R$ 1 mil. Funcionários do Procon interditaram o banco pouco antes de sua abertura ao público. De acordo com Thiago Silva, diretor do Procon de Florianópolis, a agência deverá permanecer fechada por 48 horas para adequações.

Caso a determinação de fechamento não seja respeitada, o banco será multado em R$ 200 mil. Foi a primeira vez que uma agência bancária é fechada pelo Procon em Florianópolis. Em nota, o BB afirmou que a demora no atendimento ocorreu em duas oportunidades "atípicas", diante de "considerável aumento da demanda".

"O Banco do Brasil, implementa, continuamente, ações voltadas para a melhoria de processos e serviços, objetivando oferecer aos cidadãos (clientes e não clientes) um atendimento de qualidade", afirmou a instituição no comunicado. "Especificamente para este caso, o BB informa que, em contatos mantidos com o Procon, continuará adotando os ajustes necessários nos procedimentos para melhorar o atendimento, buscando desta forma atender ao padrão exigido pela legislação vigente."

Fonte: Terra

Previc aprova acordo e associados da Previ recebem pagamento até sexta

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) aprovou nesta terça-feira 15 o novo regulamento do Plano 1 da Previ negociado com o Banco do Brasil pelas entidades representativas do funcionalismo do BB, entre elas a Contraf-CUT, que trata da distribuição do superávit fundo de pensão. Com essa decisão, a Previ fará aos aposentados e pensionistas o primeiro pagamento até esta sexta-feira 18, correspondente a 14 parcelas de Benefício Especial Temporário (as 12 previstas mais duas referentes a janeiro e fevereiro de 2011), descontados o Imposto de Renda e a contribuição para a Cassi.

A Previc era a última instância decisória que faltava para avalizar o acordo, aprovado pelos participantes do Plano 1 na consulta realizada entre 9 e 15 de dezembro último e depois pelo Conselho Deliberativo e pela Diretoria Executiva da Previ, pelo Conselho Diretor do BB, pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest, do Ministério do Planejamento) e pelo ministério da Fazenda.

"Essa é mais uma vitória dos participantes, o que comprova que quando as entidades do funcionalismo atuam unitariamente podemos conquistar grandes avanços", avalia Paulo Assunção, diretor de Administração eleito da Previ.

Crédito vai para aposentados e para os da ativa

Os principais benefícios previstos no novo regulamento são a implementação do Benefício Especial Temporário (BET) correspondente a 20% do Complemento Previ para aposentados e pensionistas - já considerando como benefício mínimo 70% da Parcela Previ - e a manutenção da suspensão integral das contribuições da patrocinadora e dos participantes por mais três anos consecutivos - já suspensas desde 2007.

O primeiro pagamento (as 14 parcelas do benefício especial descontados o IR e a contribuição para a Cassi) será creditado até sexta-feira, transitando pela folha de pagamento de março. As demais parcelas serão creditadas junto com as respectivas folhas, no dia 20 de cada mês.

O mesmo percentual do BET será projetado para os participantes da ativa e creditado em conta individual dos seus Complementos Previ, para saque único quando de suas aposentadorias. O primeiro crédito poderá ser visualizado por meio do Autoatendimento do site da Previ, em até cinco dias úteis, nas áreas de Simulação de Benefícios, Tela de Saldo ou Prévia de Opção.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Juros do empréstimo pessoal e do cheque especial sobem em fevereiro

InfoMoney - Uol

As taxas de juros médias do empréstimo pessoal e do cheque especial subiram neste fevereiro, em relação a janeiro, segundo revela pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) pela Fundação Procon de São Paulo.

A taxa média do empréstimo pessoal ficou em 5,39% ao mês, 0,05 ponto percentual acima do que o verificado em janeiro, quando a taxa era de 5,34% a.m.

Segundo o Procon, Itaú e Bradesco foram responsáveis pelo acréscimo, visto que elevaram a taxa de empréstimo pessoal de 6,02% para 6,30% a.m. e de 6% para 6,04%. No primeiro caso, a alta significa um acréscimo de 0,28 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,65% em relação à taxa de do primeiro mês do ano. No segundo, a elevação foi de 0,04 p.p., representando uma variação positiva de 0,67% em um mês.

Já na taxa do cheque especial, a média mensal verificada foi de 9,29% a.m., 0,16 ponto percentual acima da anterior, de 9,13%. Neste caso, cinco bancos elevaram suas taxas: Bradesco (8,45% para 8,79% a.m.), Santander (9,66% para 9,96% a.m.), HSBC (9,55% para 9,80% a.m.), Banco do Brasil (8,05% para 8,15% a.m.) e Itaú (8,75% para 8,85% a.m.).

O estudo verifica as cobranças dos sete maiores bancos do País, tomando para comparação o empréstimo para um período de 12 meses e o cheque especial para 30 dias.

Por banco

Dos bancos analisados, as menores taxas para empréstimo pessoal neste mês podem ser encontradas no HSBC, de 4,30% ao mês. Já o Itaú apresentou a maior taxa para essa modalidade de crédito em fevereiro, de 6,30% ao mês.

No caso do cheque especial, a Caixa Econômica Federal mantém a menor taxa dentre os bancos analisados pelo Procon, de 7,15% ao mês, enquanto o Safra apresenta a maior taxa da modalidade, de 12,30% ao mês.

As tabelas abaixo mostram os juros cobrados nas instituições pesquisadas em fevereiro deste ano, em ordem decrescente, bem como no mês anterior, tanto para o cheque especial como para o empréstimo pessoal:

Banco Cheque Especial (a.m.)
Janeiro /11 Fevereiro/11
Safra 12,30% 12,30%
Santander 9,66% 9,96%
HSBC 9,55% 9,80%
Itaú 8,75% 8,85%
Bradesco 8,45% 8,79%
Banco do Brasil 8,05% 8,15%
Caixa Econômica Federal 7,15% 7,15%
Média 9,13% 9,29%


Fonte: Procon-SP




Banco Empréstimo Pessoal (a.m.)
Janeiro /11 Fevereiro /11
Itaú 6,02% 6,30%
Bradesco 6,00% 6,04%
Santander 5,63% 5,63%
Safra 5,40% 5,40%
Banco do Brasil 5,28% 5,28%
Caixa Econômica Federal 4,78% 4,78%
HSBC 4,30% 4,30%
Média 5,34% 5,39%


Fonte: Procon-SP



Perfil: vale esclarecer que as taxas, além de variarem de uma instituição para outra, podem variar de acordo com o perfil do cliente. É importante ficar atento ao perfil da amostra e ao perfil no qual se enquadra na instituição.




Fonte: Uol

Lucro da Caixa supera projeção, cresce 25,5% e atinge R$ 3,8 bi em 2010

A Caixa Econômica Federal fechou 2010 com lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, um aumento de 25,5% em relação ao ano anterior. O número do balanço anual da empresa pública, anunciado nesta sexta-feira, 11, em São Paulo. O desempenho foi puxado por um salto de 41,3% da carteira de crédito, para R$ 175,8 bilhões.

O lucro superou a projeção de R$ 2,55 bilhões feita pelo banco que serviu de base para o pagamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2010. Dessa forma, os empregados do banco têm a receber a diferença entre os valores das regras básica e adicional da PLR antecipados pelo banco e o valor calculado sobre o lucro efetivamente auferido pela empresa em 2010. Também será paga a segunda parcela da PLR Social, conquista dos empregados na última Campanha Nacional dos Bancários, bem como a diferença em relação à primeira parcela.

"Por conta da metodologia adotada pela Caixa, os bancários tiveram um redutor de 18% no valor recebido na antecipação, o que deverá ser devolvido agora", explica Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT e empregado do banco. "A Caixa é o único banco que utiliza essa metodologia, de pagar a antecipação da PLR baseado numa projeção do exercício completo. As demais empresas calculam a antecipação baseadas nos números do primeiro semestre, o que deixa as contas mais claras para os bancários", afirma.

Habitação é destaque

O balanço do banco mostra também um grande crescimento dos investimentos em habitação. A Caixa investiu em 2010 R$ 77,8 bilhões em habitação, um crescimento de 57,2% ante 2009. Com esse montante a Caixa foi responsável por 70% de todo o crédito imobiliário ofertado pelo mercado.

Desse total, R$ 27,7 bilhões saíram da caderneta de poupança e R$ 31 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os fundos foram responsáveis pelo financiamento de 203,9 mil e 398,6 mil unidades habitacionais respectivamente.

No âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, a Caixa financiou 1 milhão de moradias, das quais 936,5 mil unidades tiveram intervenção direta da Caixa, com investimentos de R$ 51,3 bilhões. Foram beneficiadas 91 mil famílias com renda entre dois e três salários mínimos.

Ainda de acordo com o balanço, as operações de crédito tiveram um incremento de 41,3% em doze meses, com saldo total de R$ 175,8 bilhões. A carteira comercial foi de R$ 55,4 bilhões, 23,4% a mais do que em 2009. O saldo de pessoas jurídicas ficou em R$ 28,5 bilhões, crescimento de 21,2%. Para pessoas físicas, o saldo cresceu 25,7%, com um total de R$ 26,9 bilhões. A inadimplência total (atrasos superiores a 90 dias) ficou em 2%, um pouco abaixo do percentual de 2009 (2,2%).


Fonte: Contraf-CUT

Terceirização no Projeto Verão do Santander precariza direitos trabalhistas

Durante visitas a agências do Santander que fazem parte do Projeto Verão, dirigentes dos sindicatos de Rio de Janeiro e Petrópolis constataram a presença e as condições de trabalho dos terceirizados contratados para exercerem temporariamente as funções de caixa e atendente - prática repudiada pelo movimento sindical.

O projeto inicialmente consistia apenas na ampliação do horário de funcionamento dos terminais de auto-atendimento. No entanto, neste ano, o Santander incorporou a contratação de 140 caixas temporários e promotores de auto-atendimento, segundo informado ao movimento sindical (veja mais aqui).

A situação encontrada é precária. Segundo as denúncias, os funcionários trabalham sem carteira assinada, o que não garante recolhimento de contribuições sociais. Também não é observado na íntegra a Convenção Coletiva Nacional de Trabalho dos bancários (CCT). É formalizado um contrato entre o trabalhador e a empresa Base Recursos Humanos, com sede em São Paulo, que faz a intermediação de mão de obra.

"É mais um caso em que a terceirização de mão de obra é utilizada para precarizar direitos e condições de trabalho. Não temos dúvida da ilegalidade dos contratos. Trata-se de atividade tipicamente bancária, integrando o conceito de atividade fim e sendo portanto ilegal sua terceirização. Nenhum outro banco brasileiro adotou tal prática. O banco espanhol precisa respeitar os brasileiros e as leis do país", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro e membro do GT de Terceirização da CUT nacional. "No caso em questão, não estão sendo observados nem mesmo os requisitos da Lei 6019, que autoriza a prestação de serviços temporários, desde que haja comprovação de real necessidade de serviços especializados e o cumprimento integral de todos os direitos dos bancários", completa.

A Contraf-CUT orienta os sindicatos a intensificarem a fiscalização em todas as agências. Caso sejam comprovadas irregularidades, os dirigentes devem solicitar fiscalização imediata do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). "Os documentos gerados pela fiscalização servirão de base para futuras ações judiciais que impeçam o banco de adotar estas práticas", explica Miguel. Os sindicatos de Petrópolis e Rio de Janeiro já fizeram a denúncia e estão aguardando notificação da Superintendência Regional do MTE.


Fonte: Contraf-CUT

Caixa injeta até R$ 10 bilhões no Panamericano e processa auditores

A Caixa Econômica Federal vai disponibilizar de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões para dar liquidez ao Banco Panamericano e iniciou processo contra empresas de auditoria que não encontraram o rombo de R$ 3,8 bilhões no balanço do banco de médio porte.

De acordo com o vice-presidente de Finanças da Caixa, Marcio Percival, as empresas de auditoria externa que são alvo de processo são a Deloitte, que checava os balanços do Panamericano, e a KPMG, que assessorou a Caixa na compra de participação no ex-banco de Silvio Santos, em 2009. Na época em que os problemas foram divulgados, a Deloitte não comentou o assunto e a KPMG disse que não auditou o banco.

Segundo o vice-presidente de controle e risco da Caixa, Marcos Vasconcelos, os resultados do Panamericano (que ainda não divulgou o balanço de 2010) entrarão nos números da Caixa no demonstrativo deste primeiro trimestre.

"Vai impactar nos resultados, mas ainda é prematuro dizer de quanto é", disse Vasconcelos.

Resultados

A Caixa reportou nesta manhã que registrou em 2010 um lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, aumento de 25,5% em relação ao ano anterior. O desempenho foi puxado por um salto de 41,3% da carteira de crédito, para R$ 175,8 bilhões.

O setor imobiliário foi, mais uma vez, o destaque com aumento de 53,6% no ano, para R$ 108,3 bilhões. No final de dezembro, o market share do banco no crédito imobiliário no país era de 76,05 por cento, ante 74,9% do fim de 2009.

O carro-chefe da expansão foi o programa habitacional estatal Minha Casa Minha Vida. Dos 1,005 milhão de imóveis financiados pelo programa até dezembro, 936,5 mil unidades aconteceram por intermédio da Caixa.

"Os resultados mostram o apoio do banco às políticas públicas implementadas pelo governo", disse a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.

Um dos principais vetores usados pelo governo para ampliar a oferta de crédito e amortecer os efeitos da crise de 2008, a Caixa vem ampliando sucessivamente sua participação nos financiamentos do sistema. Só no ano passado, a fatia do banco no mercado subiu de 8,79% para 10,32%.

Em 2011, a projeção do banco é de que o ritmo de expansão diminua, como resultado das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo em dezembro, com vistas a diminuir e encarecer a oferta de crédito.

"Nossa expectativa para 2011 é de crescer cerca de 30 por cento", disse Maria Fernanda. A expectativa do BC para o conjunto do sistema neste ano é de 15 por cento.

De acordo com o vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda, a Caixa está fazendo o seu papel.

"Foi o governo que nos mandou fazer isso. Se ele (governo) não consegue equilibrar isso (o aumento dos financiamentos) é porque ele deu muito incentivo ao crédito imobiliário", afirmou.

De todo modo, a expectativa do banco é de que sua carteira imobiliária avance 30 por cento este ano.

Por ora, o desempenho tem alavancado os principais indicadores do banco. Em 2010, o retorno sobre o patrimônio subiu de 23,21% para 26,34%.

A inadimplência, medida pelo saldo de operações vencidas com prazo superior a 90 dias, caiu de 2,2% para 2%. As provisões para perdas com calotes cresceram 25,9% no ano, para R$ 11,1 bilhões.

(Com informações de Reuters e Valor)


Fonte: Uol