terça-feira, 26 de junho de 2012

Contraf-CUT negocia com Bradesco nesta quarta e saúde é destaque

  
A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomam nesta quarta-feira (27), às 11h, o processo de negociação permanente com o Bradesco. Dois pontos fundamentais estão em pauta: o Saúde Bradesco e o plano odontológico. 

O Bradesco Saúde e o plano odontológico estão defasados em mais de 20 anos. A base de cobertura é ainda da época sua contratação, na década de 1990, quando houve a sua contratação. "A cobertura não se modernizou conforme os avanços da medicina e dos novos procedimentos médicos e odontológicos que se popularizaram. Nosso plano está atrasado", afirma Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e funcionário do banco.

Em relação ao Bradesco Saúde, os trabalhadores não possuem atendimento em diversas especialidades, como psicologia, psiquiatria, fonoaudiologia, entre outros procedimentos. "Essa é uma pauta antiga dos trabalhadores. Precisamos ampliar as especialidades médicas cobertas pelo plano. Além disso, reivindicamos aposentadoria com plano de saúde e inclusão dos pais nos planos médico e odontológico", afirma Elaine Cutis, diretora da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.

Outro problema grave colocado em pauta pelos trabalhadores é o plano odontológico. Muitos profissionais têm deixado o plano por conta do aumento da burocracia após a fusão da Odontoprev com o Bradesco. Com isso, o plano, que já apresentava poucos profissionais em diversas regiões, passou a ser quase nulo em algumas localidades.

"A expectativa dos dirigentes sindicais é que o banco apresente soluções efetivas nesta mesa, ampliando o rol de procedimentos cobertos para o Seguro Saúde e apresentando propostas para as nossas reivindicações. Com os altos lucros praticados pelo Bradesco, o banco poderia começar por valorizar seus próprios funcionários", salienta Elaine.


Fonte: Contraf-CUT

Agência Moody's rebaixa nota de 28 bancos espanhóis, incluindo Santander

  
A agência de classificação de riscos Moody's rebaixou em até quatro níveis os ratings de dívida de longo prazo e de depósitos de 28 bancos espanhóis. A ação segue o rebaixamento da nota dos títulos do governo da Espanha de "A3" para "Baa3", que ocorreu no dia 13.

Os rebaixamentos refletem em maior ou menor grau, para todos os bancos, dois principais vetores, segundo comunicado da Moody's. Primeiro, o enfraquecimento da credibilidade do governo espanhol, que afeta não só a capacidade do governo para apoiar os bancos, mas também pesa sobre os perfis de crédito das instituições independentes. Segundo, a expectativa da Moody's de que a exposição dos bancos ao setor imobiliário comercial provavelmente causará perdas maiores, o que pode aumentar a probabilidade de que esses bancos necessitem de apoio externo.

A Moody's avalia positivamente as medidas de apoio anunciadas pelo governo espanhol para apoiar o sistema bancário do país, mas ainda vai avaliar o impacto da recapitalização sobre a solvência das instituições, uma vez que o montante final, o calendário e a forma como os recursos serão repassados pelos fundos de resgate ainda não foram definidos.

Os ratings de dívida e depósitos foram cortados em uma escala em três bancos; em dois níveis em 11 bancos; em três degraus em dez instituições; e em quatro escalas no restante. Os ratings de curto prazo de 19 bancos também foram rebaixados em um ou dois níveis.

Após a decisão, o Santander se tornou o único banco do país com rating acima da nota soberana da Espanha, devido ao elevado grau de diversificação geográfica de seu balanço e de suas fontes receitas, além de ter nível razoável de exposição à dívida espanhola, inclusive em cenários de stress, segundo o comunicado. A nota do Santander foi cortada de "A3" para "Baa2".

A classificação de todos os outros bancos ficou igual ou abaixo do rating "Baa3" da Espanha.

Foram rebaixados os seguintes ratings de longo prazo:

- Banco Santander: para Baa2, de A3;

- Banco Español de Credito (Banesto): para Baa3, de A3;

- Banesto Banco de Emisiones: para Baa3, de A3;

- Banesto Financial Products: para Baa3, de A3;

- Banesto Issuances: para Baa3, de A3;

- Banco Santander/London Branch: para Baa2, de A3;

- Santander Central Hispano International: para Baa2, de A3;

- Santander International Debt Unipersonal: para Baa2, de A3;

- Santander US Debt Unipersonal: para Baa2, de A3;

- Santander Consumer Finance: para Baa2, de A3;

- Banco Bilbao Vizcaya Argentaria: para Baa3, de A3;

- Banco Bilbao Vizcaya Argentaria London Branch: para Baa3, de A3;

- BBVA Global Finance: para Baa3, de A3;

- BBVA Global Markets: para Baa3, de A3;

- BBVA Senior Finance Unipersonal: para Baa3, de A3;

- BBVA US Senior Unipersonal: para Baa3, de A3;

- Banco de Credito Local de España: para Baa3, de A3;

- BCL International Finance: para Baa3, de A3;

- Caja Laboral: para Baa3, de Baa2;

- Banca March: para Baa3, de Baa1;

- Caja Rural de Navarra: para Baa3, de Baa1;

- CaixaBank: para Baa3, de A3;

- La Caixa: para Ba2, de Baa2;

- Caixa Finance: para Baa3, de A3;

- Instituto de Crédito Oficial: para Baa3, de A3;

- Bankinter: para Ba1, de Baa2;

- Banco Cooperativo Español: para Ba1, de Baa1;

- Banco Popular Español: para Ba1, de A3;

- BPE Finance International: para Ba1, de A3;

- BPE Financiaciones: para Ba1, de A3;

- Popular Finance Europe: para Ba1, de A3;

- Banco Sabadell: para Ba1, de Baa1;

- Banco Sabadell London Branch: para Ba1, de Baa1;

- Kutxabank: para Ba1, de Baa1;

- Caja Vital Finance: para Ba1, de Baa1;

- Unicaja Banco: para Ba1, de A3;

- Confederación Española de Cajas de Ahorro: para Ba1, de Baa2;

- Caja Rural de Granada: para Ba2, de Baa3;

- Bankoa: para Ba1, de A3;

- Liberbank: para Ba2, de Ba1;

- Ibercaja Banco: para Ba2, de Baa1;

- Cajamar Caja Rural: para Ba3, de Ba2;

- Ahorro Corporación Financiera: para Ba3, de Ba1;

- Bankia: para Ba2, de Baa3;

- Cayamadrid International: para Ba2, de Baa3;

- Bancaja International Finance: para Ba2, de Baa3;

- Madrid Finance: para Ba2, de Baa3;

- Bancaja Emisiones Unipersonal: para Ba2, de Baa3;

- Bancaja US Debt: para Ba2, de Baa3;

- Banco Financiero de Ahorros: para B2, de Ba3;

- Banco CEISS: para B1, de Baa3;

- Caja España de Inversiones: para B1, de Baa3;

- Catalunya Banc: para B1, de Ba1;

- Caixa Catalunya International Finance: para B1, de Ba1;

- NGC Banco: para B1, de Ba1;

- Dexia Sabadell: para B2, de Ba3;

- Banco de Valencia: para B3, de Ba2.

Foram mantidos:

- Banco Pastor: em Ba1;

- Pastor International Finance: em Ba1;

- Pastor International Debt Unipersonal: em Ba1;

- Lico Leasing; em Ba3;

- Banco CAM: em Ba1;

- CAM Global Finance: em Ba1;

-CAM Global Finance Unipersonal: em Ba1;


Fonte: Valor Econômico, com Agência Estado

Descredenciamentos de médicos e hospitais irritam usuários, diz Procon

  
Insatisfeitos com os valores que os planos de saúde pagam por consulta médica - que pode variar entre R$ 27 e R$ 47 -, cada vez mais médicos se descredenciam das operadoras e passam a optar apenas pelo atendimento de consultas particulares. O problema está entre as principais queixas dos consumidores quando o assunto é saúde.

Segundo balanço da Fundação Procon de São Paulo, reclamações quanto ao desligamento de estabelecimentos e profissionais do setor sem a substituição por outros equivalentes e sem a comunicação prévia aos usuários só não superam as dificuldades referentes à negativa de cobertura ou marcação de consultas, exames e cirurgias.

O artigo 17 da Lei 9.656/1998 (Lei de Planos de Saúde) prevê o direito das operadoras em realizar o descredenciamento de uma unidade hospitalar desde que essa seja substituída por outra "equivalente e mediante comunicação aos consumidores e à ANS com 30 dias de antecedência". Apesar de a legislação não mencionar os procedimentos que devem ser adotados no caso de médicos, laboratórios e clínicas que saem da rede de cobertura, o Instituto 
Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) entende que a regra vale para qualquer um dos casos.

"Tanto um quanto outro fazem parte da rede de atendimento e são integrantes do contrato de prestação de serviço", explica a advogada do órgão, Joana Cruz. "A pessoa contratou o plano pressupondo que teria acesso a uma determinada oferta e portanto deve ser comunicada e ter acesso ao máximo de informações possível", acrescenta a especialista.

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu jurisprudência ao avaliar que as operadoras de planos são obrigadas a informar individualmente a seus segurados sobre desligamento de profissionais, hospitais e laboratórios dentro de sua rede credenciada. 

A conclusão é da 3ª Turma do STJ, tomada ao julgar recurso interposto pela família de um paciente cardíaco que, no atendimento de emergência, foi surpreendido pela informação de que o hospital não tinha mais contrato com o plano de saúde.

A família arcou com R$ 14 mil em despesas e buscou amparo na Justiça. A relatora do processo ressaltou que a rede conveniada é um fator primordial para a decisão do consumidor ao contratar a operadora e a ela permanecer vinculado. 

"Se, por um lado, nada impede que a operadora altere a parceria, cabe a ela, por outro, manter seus associados devidamente atualizados sobre essas mudanças, a fim de que eles possam avaliar se, a partir da nova cobertura oferecida, mantêm interesse no plano de saúde", concluiu.

O encarregado de vendas Luiz Carlos Pereira Júnior viveu situação semelhante na última semana. Só na emergência do hospital, quando buscava tratamento para uma febre persistente, é que descobriu que a unidade de saúde não fazia mais parte do plano. 

"Não atendiam mais pelo convênio. O jeito foi voltar para casa e esperar que o problema passasse", conta. Sem melhoria no quadro, ele foi a outro hospital. "Nunca fui informado sobre a saída do hospital do meu plano ou a substituição por outro. Inclusive, tenho o livro com a rede credenciada de apenas seis meses atrás, mas que já não é mais possível confiar diante de tantas mudanças", lamenta.

Reparação

A advogada do Idec, Joana Cruz, garante que nos casos em que o consumidor se sentir lesado e passar por constrangimento no atendimento de urgência e emergência, deve recorrer ao Judiciário para reparação dos danos sofridos. "Deve procurar o ressarcimento dos valores pagos no caso de ter sido atendido e até danos morais pela falta de comunicação do plano." 

Caberá ao plano de saúde provar que o consumidor foi notificado das alterações. "O consumidor poderá solicitar a inversão do ônus da prova", aconselha.


Fonte: Paula Takahashi - Portal Uai

Assembleias de bancários do Santander aprovam acordo aditivo e PPRS

  
Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloA proposta de renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva apresentada pelo Santander foi aprovada em assembleias realizadas na noite desta segunda-feira (25) pelos funcionários de São Paulo (foto), Rio de Janeiro, Porto Alegre e Pernambuco, entre outros sindicatos. Também foi aceita a proposta de acordo do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPR) e os Termos de Compromisso Banesprev, Cabesp e Opção de Migração ao PCS.

Os sindicatos devem informar até as 18h desta terça-feira (26) para a Contraf-CUT o resultado das assembleias, através de correspondência em papel timbrado e assinado pelo presidente, e enviar uma procuração para a assinatura dos documentos com o banco, agendada para quinta-feira (28), às 14h, na Torre Santander, em São Paulo. Todas as orientações jurídicas foram enviadas no último dia 18 para as entidades sindicais pela Contraf-CUT. 

Avanços econômicos e sociais

O acordo, válido por dois anos traz avanços para os trabalhadores, como o aumento no PPRS, que passa dos atuais R$ 1.500 para R$ 1.600, este ano. No ano que vem, já está previsto o reajuste do valor pelo índice da Convenção Coletiva a ser conquistado junto à Fenaban em 2012.

Outra novidade foi o pagamento de vale-refeição e cesta-alimentação para o funcionário que utilizar a licença não remunerada de 30 dias para acompanhamento de parente de primeiro grau ou por afinidade, hospitalizado, ou com doença grave. 

O banco concordou, também, em ampliar de 2.300 para 2.500 o número de bolsas de estudos para primeira graduação; e incluir uma cláusula de igualdade de oportunidades. 

Com o aditivo e o PPRS, serão também assinados os termos de compromisso do Banesprev e Cabesp, que preveem a manutenção das duas entidades além dos prazos fixados no edital de privatização do Banespa, bem como o termo de compromisso de opção de migração ao Plano de Cargos e Salários (PCS). Os funcionários do Santander são os únicos entre os de bancos privados que já conquistaram um acordo aditivo.

Venda responsável de produtos

O Santander também aceitou a reivindicação do movimento sindical de assinar um documento em que se compromete com a venda responsável de produtos e serviços financeiros, nos moldes da declaração conjunta que foi firmada no ano passado no Comitê de Empresa Europeu, em Madri, a partir da campanha mundial da UNI Sindicato Global. O objetivo é acabar com pressões que os bancários sofrem no banco para vender produtos que muitas vezes os clientes não precisam.

O protocolo europeu foi denominado de "Declaración conjunta del Comité de Empresa Europeu y la Dirección Central de Grupo Santander sobre el marco de relaciones laborales para la prestación de servicios financeiros". 

Clique aqui para ler o documento assinado na Europa.

Foi assinado pela UGT e Comisiones Obreras (as duas principais centrais sindicais da Espanha), pela UNI Finanças (o sindicato global dos trabalhadores do setor financeiro) e pelo diretor de Relações Laborais do Santander na Espanha, Juan Gorostidi Pulgar. O instrumento é válido em todos os países europeus onde o Santander atua.


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Países sul-americanos não reconhecem novo governo do Paraguai

  
Reuters

Equador, Argentina, Bolívia e Venezuela afirmaram nesta sexta-feira que não reconhecem o novo governo do Paraguai porque consideram ilegítimo o processo de impeachment ocorrido no Congresso que destituiu Fernando Lugo.

Em um processo que durou dois dias, Lugo foi considerado culpado de não cumprir suas funções ao deixar que crescesse um conflito social no Paraguai. Poucos minutos após a destituição, o então vice-presidente Federico Franco jurou como novo chefe de Estado.

Os quatro países, governados por mandatários de esquerda, se manifestaram de forma independente à posição da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que antes da decisão do Congresso havia advertido que a democracia corria riscos no Paraguai e que poderia aplicar sanções.

"A decisão do governo equatoriano é de não reconhecer o novo governo paraguaio", disse Rafael Correa a uma emissora de TV do Equador. "O que aconteceu é absolutamente ilegítimo."

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, declarou que seu país não reconhecerá o novo governo de Federico Franco, ao considerar que foi consumado um golpe de Estado no Paraguai.

"A Argentina não vai validar o golpe de Estado que se acaba de consumar na República do Paraguai", disse a jornalistas na Casa do Governo.

Na Bolívia, o presidente Evo Morales afirmou à agência oficial ABI que o novo governo do Paraguai "não surge das urnas" e convocou "os governos da América Latina a fazer uma única frente e a se unir para defender a democracia no Paraguai e o presidente Lugo."

O mandatário venezuelano, Hugo Chávez, também se juntou aos líderes sul-americanos e disse durante um evento público em Caracas que o impeachment foi um "golpe da burguesia paraguaia... uma farsa para toda a nossa América."

O novo presidente do Paraguai disse que ordenou ao seu chanceler, José Félix Fernández Estigarribia, que explique aos países vizinhos que a mudança abrupta de governo foi "completamente constitucional" e que não há ambiente de golpe de Estado no país.

Procurado, o Itamaraty informou que qualquer ação a ser tomada pelo governo brasileiro será realizada no âmbito da Unasul.

O presidente equatoriano disse ainda que na próxima semana poderá ocorrer uma reunião da Unasul para tratar da situação.

(Reportagem de Magdalena Morales, em Buenos Aires; de Carlos Quiroga, em La Paz; de Eduardo García, em Quito; de Deisy Buitrago e Juan José Lagorio, em Caracas; e de Eduardo Simões, em São Paulo)

CUT repudia tentativa de golpe da oligarquia no Paraguai

  

Diante da iminência de um golpe de Estado no Paraguai, a Central Única dos Trabalhadores do Brasil - CUT vem a público manifestar seu repúdio a mais uma tentativa dos setores oligárquicos da ultradireita contra a democracia e a soberana vontade do povo paraguaio expressa nas urnas.

Na opinião da CUT, as conquistas democráticas obtidas nas eleições de 2008, que levaram Fernando Lugo à Presidência, devem ser respeitadas. É inadmissível que uma elite saudosa do passado ditatorial, que vive às custas do Estado sem pagar impostos e à base da superexploração dos trabalhadores, patrocine uma agressão que tem por única finalidade a manutenção de suas benesses com a supressão de direitos do povo.

Os recentes acontecimentos no Paraguai demonstram que a luta pela consolidação da democracia em nosso continente deve, cada vez mais, fazer parte da agenda sindical, o que implica em maior diálogo social e aponta para a melhoria das condições de vida e trabalho.

Por esta razão é que os setores reacionários, retrógrados, corruptos e antissindicais, que continuam vivos e à espreita na América Latina, nas Câmaras, nos gabinetes e na imprensa, apostam no retrocesso, pois querem fazer a roda da história girar para trás.

Filmes com este trágico roteiro já assistimos e vivenciamos na história dos nossos países. Só a luta popular e social poderá garantir o respeito ao processo democrático.

Toda solidariedade ao povo paraguaio e às suas organizações sociais.

Artur Henrique da Silva Santos - presidente da CUT 

João Antonio Felício secretário de Relações Internacionais da CUT 

Fonte: CUT Nacional

Em assembleia em Brasília, bancários do BRB aprovam proposta de PCCR


  

Em assembleia realizada nesta quinta-feira 21 em frente ao Edifício Brasília, os bancários do BRB aprovaram a proposta de PCCR apresentada pelo banco.

"A aprovação do PCCR coroa um processo de quase dois anos de negociações intensas com o BRB, que culminaram com uma proposta que apresenta inúmeros pontos positivos, embora ainda restem pendências que serão certamente resolvidas em negociações futuras", diz Cristiano Severo, diretor do Sindicato.

A proposta foi aprovada por ampla maioria, em um debate que procurou esclarecer todos os pontos do futuro plano de carreira dos funcionários do BRB.

"O PCCR é um avanço importante, pois aborda pontos fundamentais das reivindicações dos funcionários, como a elevação do número dos padrões, resolução da 7ª e 8ª horas, encarreiramento, entre outros pontos extremamente importantes", complementa o diretor do Sindicato Eustáquio Ribeiro.

"É importante salientar que o processo negocial, com participação ampla de todos os segmentos do banco, construiu um modelo moderno de plano de carreira, e que está aberto às necessárias correções que se fizerem necessárias no curso de sua implantação. Há inclusive cláusula garantindo correções em seu corpo", complementa André Nepomuceno, secretário-geral do Sindicato.

Com a aprovação da proposta em assembleia, o banco implantará o PCCR no primeiro dia útil de julho, de forma que os bancários iniciarão o novo semestre com um novo plano de carreira.

Nesta sexta 22 será assinado o aditivo ao acordo coletivo referente ao PCCR, o que possibilitará o pagamento do abono negociado juntamente com a negociação do plano nesta segunda 25. O abono será de R$ 2.800,00 brutos, distribuídos de forma linear.

Terminada esta etapa de discussão do PCCR, os bancários do BRB, assim como todos os bancários de todos os bancos, devem agora se concentrar na Campanha Nacional 2012, que, na avaliação do Sindicato, será tão dura quanto a do ano passado, o que não é novidade, em se tratando de negociação com banqueiros.

Por que o PCCR é um avanço

Veja abaixo alguns itens que demonstram o porquê de o Sindicato considerar a aprovação do PCCR um avanço:

1 ELEVAÇÃO DO NÚMERO DE PADRÕES DE 30 PARA 48 - fim do congelamento de salários no padrão 30.

2 DEFINIÇÃO DE TRILHAS DE ENCARREIRAMENTO - pela primeira vez, há com clareza trilhas que demonstram como ascender no banco, com critérios claros. O Sindicato entende que precisam ser feitos ajustes que forem detectados no processo de uso deste instrumento. Estes certamente serão feitos, pois o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) não é estanque.

3 VALORIZAÇÃO DAS FGs - está havendo um realinhamento das FG"s de forma que para aqueles que recebem CVVR, essa verba terá um peso bem menor na composição da remuneração.

4 ELEVAÇÃO DO PERCENTUAL DE INTERSTÍCIO ENTRE OS PADRÕES - estamos saindo de 0,8% ao ano para um escalonamento progressivo, de forma que os padrões cujo valor seja menor terão um interstício maior - 1,2% para os primeiros 16; 1,0% para os dezesseis seguintes, e 0,8% para os últimos 16.

5 RESOLUÇÃO DA QUESTÃO DA 7ª E 8ª HORAS - a jornada está sendo adequada para as funções que se enquadram nas condições para tal, sem necessidade de intervenção da Justiça. O direito de buscar o pagamento das horas extras passadas até a data de implantação do PCCR está assegurado. Aos interessados, basta procurar o Sindicato.

6 AUMENTOS IMPORTANTES NA REMUNERAÇÃO PARA DIVERSOS SEGMENTOS DO BANCO, COMO POR EXEMPLO:

> Escriturário padrão 30 (no novo PCCR padrão 14 classe A2) - elevação de 9,3%

> Escriturário padrão 16 classe A3 (já no novo PCCR, equivalente a 48 padrões) - 16,11% sobre o 30 (padrão 14 classe A2 no novo PCCR).]

> Advogados - elevação de 28,52% no salário de ingresso;

> Gerentes gerais: elevação no VR: 1 - 8,98%; 2 - 9,43%; 3 - 8,84%; 4 - 7,04% e 5 - 5,94%

> Gerente de área - elevação de 10,29% no VR;

> Asnegs - sendo aprovados no curso e estágio para gerente de negócios júnior, 94,99%;

> Gerente administrativo - elevação de 6,93% no VR;

> Orientador de atendimento - elevação de 6,75% na AG;

> Atendente de ouvidoria - elevação de 60,13% na AG.

Entre todos os aspectos, não se pode deixar de ressaltar a situação dos auxiliares administrativos, cuja proposta final minimizou a intransigência do banco. Além dos 18 meses de indenização, o Sindicato assegurou, junto com o representante eleito pelos auxiliares, mecanismos para esses bancários serem alocados em outras funções, de forma que, ao final de 18 meses, não reste nem um sem a justa adequação. Neste período o Sindicato estará atento, acompanhando e cobrando a solução para esses trabalhadores. 

Conforme tabela de cargos serão 48 padrões divididos em três classes A, B e C, com interstícios de 1,2%, 1,0% e 0,8%, respectivamente. O enquadramento nos respectivos padrões será feito pelo padrão hoje ocupado pelos funcionários. Até o 16 serão enquadrados nos padrões da classe A. Do 17 ao 30, serão enquadrados nos 16 padrões da classe B, com exceção daqueles que contam mais de 30 anos de trabalho, cujo enquadramento será pelo tempo de serviço, podendo ser enquadrados na classe C que também terá 16 padrões, conforme já divulgado pelo Sindicato. Ocorrerão duas formas de transposição entre as classes: por antiguidade, uma vez por ano (automática) e por merecimento, a cada dois anos, conforme critérios específicos.

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