quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cerca de 3 mil param em São Paulo contra demissões no Santander


As paralisações continuam contra as demissões em massa promovidas pelo Santander no Brasil. As 70 agências do banco espanhol das regiões de Osasco, Paulista, Centro, zonas leste, oeste, sul e norte permaneceram fechadas nesta quinta-feira 18, em repúdio à decisão da empresa de dispensar milhares de trabalhadores. À tarde, uma nova audiência de conciliação no TRT/SP vai reunir representantes do banco e do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Panfletagens e intervenções junto à população reforçaram a denúncia da prática promovida pela instituição financeira de demitir milhares de funcionários brasileiros, responsáveis por proporcionar ao banco espanhol 26% do resultado global da empresa. 

"O Santander trata o Brasil ainda como colônia. Eles tiram a riqueza que os brasileiros produzem aqui para cobrir as irresponsabilidades promovidas pelo sistema financeiro. Os trabalhadores não têm culpa da crise financeira e não podem ser os responsáveis por pagar pela crise", criticou a diretora executiva do Sindicato, Maria Rosani.

Ela ressalta que não há demissões na Espanha e em outros países em que a instituição atua. "Qual a razão então para dispensar os trabalhadores brasileiros, responsáveis pela maior fatia do resultado do grupo?", questionou.

Bancários 

Insegurança e incerteza são os sentimentos que predominam entre os funcionários do Santander. É o que se percebe na fala e na postura dos bancários que cruzaram os braços nesta quinta-feira em protesto às demissões. 

"Foi muito triste a forma como aconteceram essas dispensas. Foi de repente. Fizeram eles trabalhar o dia todo e no final do dia vieram com a carta de demissão. Pessoas que não imaginávamos, que eram ótimos funcionários e coordenadores", relatou uma bancária.

Ela ainda comentou o fato da proximidade de aposentadoria de alguns colegas. "Chegou a ser humilhante ver bancários com mais de 20 anos de banco serem dispensados sem motivo. Eram ótimos colegas de trabalho."

Outra bancária questionou o fato de os trabalhadores já estarem sobrecarregados, com falta de funcionários em diversos setores. "O estranho foi o banco nem tentar negociar e realocar essas pessoas. Estamos cheios de trabalho e falta gente nos setores, como no caso da minha área."

A trabalhadora ainda aborda a ganância do banco de querer lucrar cada vez mais, sem respeitar os trabalhadores, como no caso dos aumentos nas tarifas assim que o governo começou a baixar a taxa Selic. "Desde que começou a cair os juros, há cerca de dois anos, percebi que as tarifas no plano Van Gogh, por exemplo, aumentaram duas vezes já", relatou, ao destacar o péssimo presente de Natal que o banco proporcionou a milhares de trabalhadores que dedicaram sua vida pelo banco.

Tarifas 

De acordo com o estudo do Procon-SP sobre a composição e os valores dos pacotes oferecidos pelos bancos, o aumento nos valores se deu somente nos bancos privados, conforme comparativo feito entre maio e novembro de 2012. O maior reajuste foi de 22,22%, realizado pelo Santander no pacote Van Gogh, que subiu de R$ 45 para R$ 55.

Clientes 

Além de questionar o preço das tarifas, muitos clientes não entendem a quantidade de demitidos pelo banco, uma vez que faltam funcionários nas agências e há alta demanda. É o que afirma a aposentada Maria da Graça, após ficar assustada com a explicação da dirigente sindical sobre a quantidade de trabalhadores dispensados e o motivo pelo qual o banco demitiu. "Meu Deus! Quanta maldade", disse a aposentada surpresa.

"Eles estão fazendo essa crueldade até com quem estava para se aposentar?", questionou, ao criticar o preço das tarifas cobradas pelo banco. "Espero que vocês consigam reverter essa situação, afinal são pais e mães de famílias prejudicados, ainda mais nesse período. Que presente de Natal."


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Itaú, Banco do Brasil e Bradesco avançam em mercado latinoamericano


Brasil Econômico 
Ana Paula Ribeiro e Léa De Luca 


A queda da rentabilidade, fruto de um cenário com juros e spreads menores (diferença entre o custo de captação e a taxa de juros efetivamente cobrada), e a expectativa de crescimento mais acelerado de alguns países da América Latina está levando os bancos brasileiros a olhar com mais atenção para outros mercados, em especial o México e Colômbia.

Na semana passada, até o Bradesco, que sempre disse preferir se concentrar no mercado brasileiro, pediu e recebeu autorização do Banco Central para constituir um banco múltiplo no México e que encaminhará para as autoridades mexicanas essa mesma demanda. Procurada, a instituição informou que "a autorização faz parte do processo burocrático de aquisição do Ibi México". Essa operação foi realizada em 2010 e rendeu mais de um milhão de clientes mexicanos na época.

O banco afirme que a compra do Ibi México - a instituição já havia comprado o Ibi, financeira da C&A no Brasil - foi apenas uma questão de oportunidade e de que não há intenção de ter operações de varejo fora do Brasil. Mas pouco a pouco há uma diversificação geográfica.

Se no início a relação com os consumidores mexicanos se restringia ao financiamento ao consumo na varejista por meio do cartão de crédito, a Bradescard México passou a ofertar também financiamento a pessoas físicas e a distribuir seguros odontológicos da empresa mexicana Total Dent.

Na avaliação de analistas, o Brasil continuará como prioridade para os grandes bancos que por aqui já atuam, mas é compreensível que outros mercados a interessar. Itaú e Banco do Brasil estão entre as instituições que não escondem o interesse em avançar no mercado latino.

"Queremos ser o banco de escolha dos clientes na América Latina". A afirmação é de Rogério Calderón, diretor de controladoria corporativa e relações com investidores do Itaú Unibanco.

O conglomerado, que já tem bancos no Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai, inaugurou recentemente um banco de investimentos na Colômbia e prepara-se para fazer o mesmo no Peru. Mas o alvo da cobiça da instituição é outro: o México, onde o Bradesco está na frente, com a operação de cartões. O Itaú, por sua vez, tem apenas uma presença tímida no país, também com uma operação de cartões que fatura o equivalente a R$ 85 milhões e emprega 40 pessoas. "É mais como um posto avançado de observação."

O executivo lembra que o México é hoje o que era o Brasil há 10 anos: economia grande, classe média emergente, relação entre crédito e PIB na casa dos 20%. A diferença em relação ao Brasil é que há mais crédito imobiliário no mercado mexicano mas, por outro lado, o crédito ao consumo é muito pequeno. Ou seja, há muito a fazer e a conquistar no mercado financeiro, o que atrai o interesse nos banqueiros brasileiros.

No entanto, Calderón diz que, embora os investidores tenham "descoberto" o México há pouco tempo, os ativos lá já estão caros em relação aos brasileiros. "Estamos olhando oportunidades, mas não vamos comprar nada a qualquer preço", diz. No começo deste ano, o Itaú BBA anunciou a intenção de entrar no país. "Nosso foco principal é o varejo, mas é difícil começar do zero.", informou. Para valer a pena, uma operação de varejo precisa de escala e, isso, somente comprando um banco já estabelecido. O setor bancário mexicano conta, tradicionalmente, com uma forte presença de estrangeiro, como o Santander e o BBVA.

O Itaú patrocinou em meados deste ano a primeira pesquisa anual sobre o que pensam analistas e investidores sobre o setor bancário na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México, e as perspectivas para o ano que vem. Os resultados do levantamento, realizado em outubro pela consultoria Management & Excellence e obtida com exclusividade pelo BRASIL ECONÔMICO, mostram que a Colômbia despontava na preferência dos entrevistados - economistas, analistas, gestores e investidores da Europa, Estados Unidos e América Latina (leia mais sobre a pesquisa na página ao lado). "Se a pesquisa fosse feita hoje, o resultado seria diferente: agora, o México hoje é a bola da vez", diz Calderón.

A ideia do Itaú de fazer uma aquisição para operar no varejo em outro país já foi testada pela própria instituição, no caso do Bank Boston no Chile, e também pelo Banco do Brasil, que possui quase 60% do argentino Patagonia.

Crescimento mais forte

Na avaliação de Luis Miguel Santacreu, analista da Austin Ratings, o interesse por Peru, Chile, Colômbia e México está no fato desses países apresentarem em geral crescimento da economia superior ao do Brasil e de não haver neles resistência ao capital estrangeiro. "São economias bem intervencionistas, bem diferente do que ocorre na Argentina e Venezuela", afirma.

Santacreu não descarta a possibilidade dos bancos brasileiros realizarem novas aquisições no momento em que alguns bancos europeus estão se desfazendo de ativos para reforçar o caixa nas matrizes. "Esse é um caminho para se ter um pé em outros países."

Santacreu não descarta a possibilidade dos bancos brasileiros realizarem novas aquisições no momento em que alguns bancos europeus estão se desfazendo de ativos para reforçar o caixa nas matrizes. "Esse é um caminho para se ter um pé em outros países."

O BB, que é a instituição brasileira com mais presença no exterior, quer ampliar ainda mais essa atuação e o varejo está no foco. Depois da aquisição da participação no Patagonia e do Eurobank nos Estados Unidos, o banco público olha com atenção para os mercados da América do Sul, em especial Chile, Peru e Colômbia. "O Banco do Brasil quer ser efetivamente um banco global", afirmou João Carlos Nobrega Pecego, executivo do BB que ocupa a vice-presidência do Patagonia.


Fonte: Brasil Econômico

BB lidera ranking de reclamações de clientes em novembro no BC

  
O Banco do Brasil manteve em novembro a liderança do ranking de maior registro de reclamações entre os bancos com mais de 1 milhão de clientes. Segundo levantamento do Banco Central, houve registro de 346 queixas procedentes do BB. Em outubro, o BB também liderou o ranking, com 321 contestações procedentes. 

Após o BB aparecem Bradesco (310), Itaú (204) e HSBC (31). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (17), em Brasília.

"Além das 346 reclamações procedentes, o BB apresenta outras 1.243 reclamações que não foram contabilizadas por não envolverem descumprimento de normativos do Conselho Monetário Nacional ou do Banco Central, mas que devem ser levadas em consideração", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"Os bancários têm se esforçado para atender bem e fazer do BB um banco útil ao povo brasileiro, mas a direção da empresa não tem ajudado. Estamos encerrando um ano em que nunca ficou tão evidente a falta de respeito do banco para com seus funcionários, pois segue forçando com metas abusivas e assédio às pessoas que exerceram o direito de greve", ressalta o dirigente sindical.

"O BB não cumpre sequer os acordos assinados com os trabalhadores como, por exemplo, gastar três meses para implantar um direito de remoção interna, o que prejudicou centenas de trabalhadores", salienta William.

Os dados mostram também que o número de reclamações feitas ao BC contra instituições financeiras caiu de outubro para novembro. No mês passado, as queixas consideradas procedentes pelo BC chegaram a 1.382 contra os bancos, o equivalente a uma queda de 6,49% em comparação a outubro. Em relação a novembro de 2011, a redução foi de 11,9%.

O ranking aponta que a principal reclamação contra os bancos (217 casos) foi o débito não autorizado. Em seguida, vem a cobrança irregular de tarifa ( 172 casos) e a prestação de serviço irregular da conta-salário (167 casos).

Em outubro, foram recebidas 935 reclamações procedentes entre os bancos com mais de um milhão de clientes. As principais queixas foram igualmente relacionadas à verificação de débitos em conta corrente que não haviam sido autorizados pelo cliente, a cobrança de tarifas por serviços não contratados e a irregularidades na conta-salário, como a transferência de valores fora do prazo ou a não abertura da conta após solicitação e a prestação de informações de forma pouco clara. 


Fonte: Contraf-CUT com BC

Bancos terão horário de atendimento ao público até as 12h no dia 24

  
A Febraban já divulgou o horário de atendimento ao público neste fim de ano. Na próxima segunda-feira (24), véspera de Natal, os bancos abrem somente até as 12h. Já no dia 31 não haverá expediente externo. 

As contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo, por exemplo) e os carnês que vencerem nas datas dos feriados de Natal e Ano Novo poderão ser pagas no próximo dia útil, sem a incidência de multa. Os tributos, normalmente, já estão com a data ajustada pelo calendário de feriados (federais, estaduais e municipais). 

Os clientes também podem agendar nos bancos os pagamentos das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos caixas eletrônicos.


Fonte: Contraf-CUT com Febraban

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Após audiência no MPT, Santander envia lista com 1.280 demitidos no país


Crédito: Guina - Contraf-CUT
Guina - Contraf-CUTAudiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Brasília

Saiu finalmente a lista dos demitidos do Santander neste início de dezembro em todo país. A relação possui um total de 1.280 nomes de funcionários e foi enviada nesta sexta-feira (14) pelos advogados do banco para a Contraf-CUT, após determinação da procuradora regional do Trabalho da 10ª Região do Ministério Público do Trabalho, Ana Cristina Tostes Ribeiro, durante audiência de mediação realizada na quarta-feira (12), em Brasília. 

"Esse número confirma que se trata de demissões em massa", avalia Ademir Wiederkehr, funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT. "O número só não é maior por causa da mobilização das entidades sindicais em todo país", salienta o dirigente sindical.

"Os nomes apresentados pelo banco não estão organizados por estado ou base sindical, nem se encontram em ordem alfabética. Tudo para dificultar a conferência. É mais uma prova da falta de transparência do Santander nas relações de trabalho", critica Ademir.

A relação já foi encaminhada pela Contraf-CUT aos sindicatos e federações para checagem das entidades. Qualquer divergência deve ser comunicada para a Confederação até segunda-feira (17), às 12h, a fim de ser incluída na manifestação que será protocolará até o final da tarde no MPT.

"As demissões realizadas pelo Santander aconteceram sem qualquer discussão prévia com o movimento sindical e sem nenhuma justificativa, sobretudo diante do lucro gerencial de R$ 4,7 bilhões até setembro, que representa 26% do resultado mundial do banco", explica Ademir.

Na audiência no MPT, a Contraf-CUT defendeu a reversão de todos os desligamentos ocorridos em dezembro e cobrou a abertura de um processo de negociação sobre emprego com o Santander. Participaram o presidente e o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro e Miguel Pereira, respectivamente, juntamente com a funcionária do Santander e diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rosane Alaby. Também esteve presente o assessor jurídico da Confederação, Sávio Lobato.

Caged

O Santander também enviou para a Contraf-CUT as informações prestadas mensalmente ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) referentes aos anos de 2011 e 2012, conforme determinação da procuradora. Os dados já estão sendo conferidos pelos técnicos do Dieese.

Os números do Caged foram igualmente solicitados pela Contraf-CUT, durante a audiência de mediação ocorrida na quinta-feira (13) entre a Confederação e o Sindicato dos Bancários de São Paulo com o Santander no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília. 

Durante essa audiência, o secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Messias, propôs a suspensão das demissões efetuadas em dezembro, conforme liminar concedida no TRT-SP, e a abertura de um processo de diálogo e negociação coletiva, resguardando as medidas já tomadas pelas entidades sindicais.

Messias salientou o esforço do MTE para combater a rotatividade, reafirmado o compromisso assumido pelo ministro Brizola Neto, durante a 14ª Conferência Nacional dos Bancários, em Curitiba. O Ministério convocará uma nova audiência entre as partes nos próximos dias, após a resposta do Santander.


Fonte: Contraf-CUT

Justiça condena Santander a multa de R$ 1 milhão por jornada excessiva

  
O Santander foi condenado pela Justiça ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, devido à sobrecarga na jornada de trabalho dos bancários. A decisão, publicada na última quinta-feira (6), atende ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Paraná. 

De acordo com a sentença, a empresa não poderá prorrogar a jornada de trabalho dos seus empregados além do limite legal de 2 horas diárias, nem exigir dos bancários trabalho aos sábados. 

Os empregados devem ter descanso semanal remunerado, intervalos para repouso, alimentação e, no mínimo, 11 horas consecutivas entre duas jornadas de trabalho. 

Além da indenização por danos morais coletivos, caso descumpra as obrigações, o Santander será multado, diariamente, em R$ 500 por trabalhador encontrado em situação irregular, valor reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). 

Segundo o procurador Gláucio Araujo de Oliveira, a estipulação de multa diária de R$ 500,00 por trabalhador prejudicado revela-se pena de caráter inibitório que pode conferir efetividade à decisão da Justiça. 


Fonte: Contraf-CUT com MPT Paraná

Caixa abre 300 agências em 2012, mas condições de trabalho pioram


Os empregados da Caixa Econômica Federal têm sofrido com a sobrecarga de trabalho e estresse diário com agências lotadas. A situação piorou com a política da empresa de abrir novas agências sem contratar o número suficiente de funcionários para atender a demanda. 

Só em 2012 foram inauguradas cerca de 300 novas unidades da Caixa em todo o país. A empresa divulgou que pretende abrir mais 2 mil agências no Brasil até 2014, mas não se preocupa com contratações de novos empregados no mesmo ritmo.

"Mais contratações já eram necessárias antes mesmo da abertura de novas agências, já que faltam funcionários para atender toda a demanda. Com novas agências sendo inauguradas, a situação fica ainda pior. A Caixa tem que contratar rapidamente e colocar os novos empregados nas unidades com carência de pessoal", destaca Wandeir Severo, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília.

Após pressão do movimento sindical e fruto da últimas campanhas nacionais, a Caixa se comprometeu a ter em seu quadro de pessoal 92 mil empregados até dezembro de 2012 (o que já foi atingido: já são mais de 93 mil) e 99 mil até dezembro de 2013. 

Na região do Distrito Federal, foram aprovadas 4.068 pessoas para o cargo de técnico bancário e até meados dezembro foram admitidos 412 desses.

O Sindicato reivindica melhores condições de trabalho e mais contratações diante dos bons resultados da Caixa. A empresa teve lucro líquido de R$ 4,197 bilhões no período de janeiro a setembro, crescimento de 17,7% em relação ao mesmo período de 2011. A instituição divulgou que esse é o maior lucro apurado em nove meses iniciais de ano. Informou também que aumentou a participação no mercado de crédito para 14,5%, aumento de 2,7 pontos percentuais em 12 meses.

Os empregados da Caixa também enfrentaram problemas por falta de estrutura adequada nas unidades de trabalho durante o ano. O Sindicato reivindica a troca dos elevadores do Matriz I e melhores condições para o trabalhador em várias agências do DF.

Apertados, antigos e pouco confiáveis, os nove elevadores do Matriz I, sendo um privativo para a diretoria, estão causando grandes transtornos aos milhares de empregados que trabalham no edifício. O problema é antigo, mas recentemente foi agravado por conta de um vazamento de água, o que causou a interdição de dois equipamentos, fazendo com que os trabalhadores encontrem dificuldades para circular pelo prédio.

O Sindicato reivindica a troca dos elevadores por outros novos, já que a empresa apenas conserta as máquinas que em pouco tempo voltam a ter problemas no funcionamento. A entidade pediu providências para a Gerência de Filial de Logística em Brasília (Gilog).

Outra dificuldade que afligia os trabalhadores eram as agências em condições precárias de trabalho e atendimento. A temperatura elevada, que chegou a 30º, devido ao mau funcionamento do ar-condicionado, deixou esses locais insalubres.

A situação foi resolvida com a atuação do Sindicato e com embasamento em laudos técnicos em segurança do trabalho que apontaram o descumprimento da Norma Regulamentadora (NR) 17 do Ministério do Trabalho.

Os empregados da Caixa também devem denunciar ao Sindicato as condições precárias no trabalho. A identidade do bancário será mantida em sigilo. Para mais informações ligue 3262-9090.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília