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O Santander foi condenado a pagar uma indenização por danos morais a um funcionário da Paraíba no valor de R$ 150 mil e uma pensão mensal de R$ 3.072,24, garantindo também a integração de todos os aumentos concedidos à categoria no curso do benefício, bem como o pagamento das gratificações semestrais, natalinas e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O banco ainda foi condenado ao pagamento do plano de saúde e a arcar com todos os medicamentos e tratamentos necessários para as doenças profissionais adquiridas pelo trabalhador. A decisão foi proferida pelo juiz titular da 5º Vara do Trabalho de João Pessoa, Paulo Henrique Tavares da Silva.O empregado foi acometido de doença ocupacional, a LER/Dort, enquanto desenvolvia suas atividades na empresa, passando a sentir fortes e constantes dores em seus membros superiores, conforme exames e atestados médicos juntados aos autos. A perícia judicial constatou as doenças ocupacionais e o Santander foi condenado pelos danos causados à saúde do bancário. O advogado Marcelo Assunção, parceiro do Sindicato dos Bancários da Paraíba e responsável pelo ajuizamento da ação, afirmou que "a sentença veio minimizar as consequências das péssimas condições de trabalho a que os funcionários do Santander vem sendo expostos há vários anos, uma vez que os males causados são irreversíveis, ficando comprovados a culpa e o nexo causal entre as doenças e o labor desenvolvido nos anos de trabalho dedicados pelo funcionário ao banco". Para Jurandir Pereira, diretor responsável pelo Jurídico do Sindicato, essa decisão serve como exemplo para que o Santander comece a se preocupar com as condições de trabalho de seus funcionários. "Estamos fiscalizando as condições de trabalho e ajuizando ações que busquem a reparação dos danos causados por doenças ocupacionais de todos os nossos companheiros, arrematou. Para o presidente do Sindicato, Marcos Henriques, essa vitória não foi somente do Sindicato. "A decisão judicial foi uma vitória dos trabalhadores, especialmente dos bancários. O exemplo do funcionário, de procurar o Sindicato e o escritório parceiro quando se sentiu totalmente debilitado pelas doenças ocupacionais, sem que o Santander tomasse os devidos cuidados para lhe proteger, serve para todos os bancários que estejam na mesma situação. Estamos de braços abertos e preparados para acolher e encaminhar à Justiça todos os companheiros que estejam necessitando de apoio para reparar os males sofridos em nome da ganância dos banqueiros", concluiu. Fonte: Contraf-CUT com Seeb Paraíba
Não costuma funcionar, mas no Paraná existe uma lei que prevê um limite de espera de 20 minutos para os clientes nas filas de bancos, que são estendidos para meia hora nas vésperas de feriados. Mesmo assim, é comum que a espera ultrapasse o limite regulamentado e extrapole a paciência do consumidor. Em função da reincidência, o Procon-PR multou no último dia 22 de maio seis instituições bancárias. Os bancos Itaú, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil, HSBC e Santander foram multados, cada um, em aproximadamente R$ 672 mil reais - o que soma pouco mais de R$ 4 milhões. De acordo com Cila de Fátima Mendes, responsável pela Divisão Jurídica do Procon-PR, a conduta desrespeita os direitos do consumidor. "Eles submetem o cliente a tempo de espera em filas que ultrapassa uma hora", afirma.Mesmo após a punição, nada parece ter mudado no centro de Curitiba. Uma semana depois da multa ter sido aplicada, longas filas de pessoas lotavam as calçadas em frente a algumas agências bancárias da cidade. A reportagem demorou seis minutos só para retirar a senha no Banco do Brasil da Praça Carlos Gomes."Todos os dias passo por três ou quatro bancos para fazer os pagamentos da empresa e acabo perdendo a manhã inteira", conta a auxiliar administrativa Ana Paula de Oliveira Nascimento, 32 anos, que já chegou a esperar 40 minutos para ser atendida.Muitos conhecem a lei, mas poucos dizem se servir dela para exigir seus direitos. "É um processo demorado e burocrático que infelizmente o consumidor leigo não sabe acionar", avalia o empresário Ricardo Pinheiro. Ativar o juizado especial pode ser também uma saída. De acordo com o Procon, nos últimos tempos, o recurso tem dado bons resultados aos clientes que pediram indenização por danos morais.Em relação às mais recentes multas, a Caixa Econômica Federal informa que a notificação é decorrente de processos acionados em 2011 e que atualmente 80% dos atendimentos são realizados abaixo dos 20 minutos. De acordo com a assessoria de imprensa do banco Itaú, o tempo médio de espera nas agências do país é de onze minutos.ReclamaçãoEsperou no banco por mais de 20 minutos? Fazer valer seus direitos é mais simples do que parece. Há dois passos que os consumidores podem seguir: o primeiro é formular uma reclamação no Procon. O segundo é ingressar no juizado especial pedindo indenização por danos morais. Para isso, o cliente deve demonstrar que passou mais de 20 minutos na fila. Portanto, é preciso conservar a senha na qual está marcado o horário de entrada. Todos os bancos são obrigados a entregá-la. Caso o tempo de espera ultrapasse a tolerância fixada pela legislação, o consumidor tem o direito de pedir ao caixa de marcar o horário em que foi atendido. Essa prova documental deverá ser apresentada ao Procon ou ao juizado especial para que os órgãos tomem as medidas necessárias.Fonte: Jornal de Maringá
Os funcionários da agência Camaragibe do Santander, em Pernambuco, viveram, nesta sexta-feira (31) momentos de tensão. Vários trabalhadores tiveram armas apontadas para suas cabeças por bandidos que dispararam tiros para o alto dentro da agência. Os criminosos tinham informações sobre todos os funcionários e ameaçavam chamando-os pelo nome. "Quando chegamos lá, encontramos o pessoal em pânico, muitos chorando... Embora não tenha havido agressão física, a violência psicológica foi muito grande", conta o secretário de Saúde do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Wellington Trindade.O episódio ocorreu logo após a abertura da agência. Dois bandidos entraram, com armas de brinquedo e dois ficaram no autoatendimento. Os de fora renderam uma funcionária e o vigilante externo e os outros anunciaram o assalto e renderam o vigilante de dentro. A partir daí, sucederam-se momentos de muita tensão.O tesoureiro, ao perceber o assalto, trancou-se na área por trás do cash. Os bandidos, ao darem pela falta dele, passaram a esmurrar a porta e ameaçá-lo, chamando pelo nome. Depois, deram tiros dentro da agência, forçando o trabalhador a abrir a porta. Enquanto isso, vários outros bancários estavam com armas apontadas para a cabeça.Assim que soube do assalto, o Sindicato se dirigiu a agência, que ficou fechada durante o resto do dia. "O banco garantiu que emitiria a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e providenciaria assistência psicológica para os trabalhadores", afirma Wellington. Ele acrescenta que a emissão da CAT é muito importante, já que o documento vai atestar que se trata de acidente de trabalho caso, no futuro, o bancário venha a sofrer algum transtorno por conta do trauma.Banco do Brasil O Sindicato está acompanhando o problema da agência do Banco do Brasil da rua Barão de Souza Leão, em Boa Viagem, que está com a porta de segurança quebrada. O diretor do Sindicato, João Rufino, entrou em contato com a direção do banco e cobrou que a empresa conserte a porta neste final de semana. "Na segunda-feira voltaremos à unidade para conferir se o reparo foi feito. Caso contrário, tomaremos as medidas cabíveis para que os bancários e clientes não fiquem expostos", afirmou.Projeto-piloto Na próxima quarta-feira (5), o Sindicato se reúne com representantes da Prefeitura do Recife para tratar da implantação do projeto-piloto de segurança bancária, no que diz respeito às medidas que cabem ao município. É o caso de estacionamento exclusivo para carro forte e reordenamento de ambulantes, fiteiros, bancas de revistas e pontos de ônibus. Com o assalto desta sexta, o número de roubos a agências bancárias em Pernambuco este ano chega a treze. "Embora tenham diminuído em relação ao ano passado, quando foram registrados 16 assaltos entre janeiro e junho, as estatísticas ainda são altas. A implantação do projeto-piloto de segurança é fundamental", opina Wellington.Fonte: Contraf-CUT com Seec Pernambuco
Começa nesta segunda-feira (3) a eleição do representante dos funcionários do Banco do Brasil no Conselho de Administração, o Caref. Para votar, basta entrar no Sisbb-Pessoal-Opção 48-Eleição Caref e digitar o número da matrícula do seu candidato. A votação vai até sexta-feira (7).Se nenhum candidato conseguir a maioria absoluta dos votos, os dois primeiros colocados disputarão o segundo turno, de 24 a 28 de junho. Têm direito a voto todos os 120 mil funcionários em atividade no BB.O Conselho de Administração do BB é composto de sete membros: três indicados pelo governo federal, o presidente do banco, dois indicados pelos acionistas minoritários (que hoje são indicados pela Previ) e um eleito pelos funcionários. A eleição é fruto da lei nº 12.353/2010, sancionada pelo ex-presidente Lula, que determina que toda empresa pública ou de economia mista com mais de 200 empregados, controlada pela União, deve ter um representante dos funcionários no seu Conselho de Administração, escolhido pelo voto direto. A lei é resultado de uma reivindicação das centrais sindicais ao ex-presidente, que a encaminhou ao Congresso Nacional, onde foi aprovada por deputados e senadores.Pela lei, no entanto, o representante dos trabalhadores não pode participar de reuniões que deliberem sobre salários e benefícios dos funcionários, mas a representação dos trabalhadores está lutando para derrubar esse impedimento.Os trabalhadores do BB já tiveram um representante no Conselho de Administração no período entre 1993 e 2001, conhecido como Garef (Gabinete do Representante dos Funcionários). A representação, no entanto, foi extinta pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. "A eleição é uma conquista das centrais sindicais, capitaneada pela CUT. É um avanço importante porque dará à representação dos trabalhadores o direito de participar da instância máxima do Banco do Brasil, onde são tomadas as decisões estratégicas, desde negócios, crédito, orçamento, investimentos e remuneração dos dirigentes, dentre outras questões", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa do Funcionalismo do BB. "Por isso, é importante que o funcionalismo eleja um representante realmente comprometido com os seus interesses", orienta William.Fonte: Contraf-CUT
Crédito: Seeb Criciúma
Mobilização para garantir direito ao almoço de funcionários do ItaúSem ter direito ao horário de almoço pela falta de trabalhadores para o atendimento a clientes e usuários, os bancários retardaram nesta segunda-feira, dia 27, o atendimento nas agências do Itaú de Criciúma. As portas ficaram fechadas até as 13h nas agências próximas ao Giassi, na Avenida Centenário, e da Justiça do Trabalho, no bairro Santo Antônio. A atividade marcou o Dia Nacional de Luta, que aconteceu em todo o país. O diretor do Sindicato dos Bancários de Criciúma e região, Valdir Machado da Silva, explica que existe falta de trabalhadores no banco, principalmente nas agências que atendem na linha de frente, onde há apenas um funcionário efetuando esse tipo de serviço, impossibilitado o mesmo de sair para almoçar "e isso é uma vergonha, indigno para o trabalhador, pois é um direito seu a hora de intervalo", pondera. Apesar dos lucros recordes, o banco vem mantendo uma política de demissões e fechamento de postos de trabalho. O Itaú fechou 18.843 empregos desde a fusão com o Unibanco, dos quais 7.985 somente no ano passado e 708 no primeiro trimestre de 2013. "Não podemos admitir que o Itaú elimine postos de trabalho, ao invés de contratar funcionários para acabar com a enorme sobrecarga de serviços - como é o caso em Criciúma - e melhorar o atendimento aos clientes e à população", avalia Valdir. Fonte: Contraf-CUT com Seeb Criciúma
Valor EconômicoO Santander Espanha negocia a venda de uma parte minoritária do seu negócio de gestão de ativos de terceiros pelo mundo para fundos da General Atlantic e da Warburg Pincus, duas tradicionais gestoras americanas de "private equity".Com 11 unidades espalhadas por diversos países, a Santander Asset Management tem 116 bilhões de euros (R$ 307,9 bilhões) sob seus cuidados. Só no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o Santander tem R$ 122,2 bilhões de ativos sob gestão, o que faz dele o sexto maior gestor do país.Com a venda de uma parte do negócio de gestão de fundos, o Santander Espanha atinge dois objetivos. Um deles é levantar capital, fortalecendo seu negócio bancário. Mas não é só isso.A ideia é que a segregação do negócio de gestão de ativos em uma nova empresa deve levar a uma expansão mais rápida do segmento pelo mundo.Apesar de a gestora estar debaixo da estrutura da Santander Asset Management, a avaliação é que em cada país o negócio é tocado de forma praticamente independente, sem uma coordenação global. Com a chegada dos dois novos sócios, a gestora deve ganhar uma administração mais centralizada.Como uma empresa segregada do banco, a visão também é que, até na hora de atrair executivos, a gestora encontre mais facilidade. Com "vida própria" também terá liberdade de adotar uma política de remuneração diferente daquela adotada pelo banco.Com a futura expansão dos negócios, os fundos de private equity podem vender posteriormente suas participações acionárias por meio de uma oferta de ações. Isso abriria a possibilidade de o Santander também colocar no mercado mais um pedaço da gestora. Ou manter a participação em uma empresa que se tornou maior, que lhe renda mais dividendos.As unidades de Brasil e México foram dois importantes ativos na definição da escolha de investimento das gestoras Warburg Pincus e General Atlantic, que têm US$ 40 bilhões e US$ 17 bilhões em ativos pelo mundo, respectivamente.O potencial de crescimento da poupança dos dois países emergentes pesou na decisão de ambas as firmas, que devem ficar com uma fatia minoritária, mas relevante do negócio.Nos últimos anos, para enfrentar problemas na casa matriz, o Santander Espanha tem vendido uma série de ativos pelo mundo. Em outubro de 2011, por exemplo, a própria Warburg Pincus se tornou sócia da unidade de consumo do Santander nos Estados Unidos por meio de um consórcio com outros fundos. A transação gerou um ganho de capital de US$ 1 bilhão para o Santander.Em um outro negócio importante para o grupo espanhol, no ano passado, o Santander Espanha vendeu cerca de 25% da subsidiária mexicana em uma oferta de ações que rendeu US$ 4 bilhões.Fonte: Valor Econômico
A agência Boa Viagem do Itaú foi assaltada no início da noite da última sexta-feira, dia 24. Por volta das 18 horas, os bandidos derrubaram, com uma marreta, a porta de acesso para deficientes físicos e abordaram funcionários e vigilantes. "Como não havia mais dinheiro nos cofres e no caixa, eles ficaram bastante irritados e chegaram a agredir fisicamente o gerente-geral da unidade", conta o secretário de Formação do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, João Rufino.Segundo o dirigente sindical, não é a primeira vez que essa agência é alvo de assalto. No ano passado, a mesma unidade sofreu a ação de bandidos. "O Itaú não cumpre as exigências previstas na Lei de Segurança Bancária. Esperamos que, dentro do prazo de 90 dias estabelecido em acordo, o projeto-piloto de segurança seja cumprido e todas as unidades estejam de acordo com a Lei", afirma o sindicalista.Além do gerente geral, três outros funcionários estavam no local da hora do incidente. Nesta segunda-feira, dia 27, um psicólogo do banco visitou a unidade. "A gente orienta os bancários a procurarem o Sindicato para garantir a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Caso, no futuro, eles venham a sofrer algum transtorno por conta do trauma, o documento é a garantia de que se trata de acidente de trabalho", explica Rufino. Fonte: Contraf-CUT com Seec Pernambuco