segunda-feira, 2 de maio de 2011

BB garante realocação no CSO e comissões


Direção foi cobrada pelo Sindicato durante reunião para discutir processo de terceirização no setor de auto-atendimento



São Paulo – A Diretoria de Apoio aos Negócios Operacionais (Dinop) do Banco do Brasil comprometeu-se a realocar os funcionários do Centro de Serviços Operacionais – Terminal de Auto Atendimento (CSO-TAA), que serão afetados pela terceirização no setor.

A garantia foi dada pelo gerente executivo da Dinop, Hamilton Rodrigues, e pelo gerente geral do CSO em São Paulo, Paulo Candeloro, durante reunião com dirigentes sindicais na sexta-feira 29, marcada para discutir o assunto.

“Os diretores afirmaram que todos os funcionários comissionados serão mantidos em suas funções, mas em outros departamentos vinculados à Dinop. E que os escriturários serão aproveitados nas áreas com jornada de trabalho de seis horas”, informou o diretor do Sindicato Cláudio Rocha.

O BB está promovendo a terceirização do monitoramento, abastecimento e manutenção dos terminais de auto-atendimento, hoje executados pelo CSO. Esses serviços passarão a ser realizados pela Cobra Tecnologia, empresa cuja competência é questionada, que responde a ações trabalhistas e na qual o banco tem participação societária.

Na reunião também foi selado o compromisso de que durante todo o processo de terceirização o Sindicato será informado e fiscalizará as medidas a serem tomadas pelo banco, para que nenhum funcionário seja prejudicado. “Reafirmamos que somos contrários às terceirizações que estão ocorrendo no BB, que dessa forma segue a lógica dos bancos de mercado, prejudicando seus trabalhadores, seus clientes e sua imagem de instituição pública comprometida com a responsabilidade social”, criticou o dirigente.

Descomissionamentos – Os dirigentes sindicais também cobraram explicações sobre o descomissionamento de dois bancários do CSO, sem o cumprimento das etapas de avaliação previstas em acordo firmado durante a Campanha Nacional de 2010.

Só após três avaliações negativas consecutivas, contadas a partir da assinatura do acordo, o funcionário pode perder a comissão. Isso significa que a performance do bancário deve ser considerada “insatisfatória” em três ciclos seguidos de avaliação, que são semestrais. Mas não foi o que aconteceu com esses bancários, descomissionados antes das três avaliações e com o aval da Gerência de Pessoal (Gepes).

“Trata-se de um movimento muito grave feito pelo banco, e lamentamos o papel homologador da Gepes, que a princípio deveria defender os funcionários contra medidas ilegais tomadas pelos gestores. O BB não valoriza esse setor, que acaba tendo sua atuação limitada pelas outras áreas”, denunciou a secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas, que participou da reunião.

“Exigimos a reintegração dos colegas em suas funções comissionadas e não descartamos ingressar com uma denúncia contra o BB junto ao Ministério Público do Trabalho pelo não cumprimento do acordo”, afirmou Raquel, acrescentando que os bancários devem ficar atentos e denunciar outras ocorrências como essas ao Sindicato.

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Redação - 02/05/2011

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